10 de julho de 2026
Nacional

Professores estaduais de São Paulo decidem entrar em greve

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - Professores da rede estadual decidiram, em assembléia ontem à tarde, entrar em greve a partir de quarta-feira por tempo indeterminado. Eles reivindicam um reajuste de 27,5% e a retirada da Assembléia Legislativa de dois projetos de lei, de autoria do governador José Serra (PSDB), que modificam a forma de contratação dos docentes das escolas estaduais.

Além da assembléia, houve uma paralisação de um dia na rede, mas a Apeoesp não soube informar quantas escolas e professores aderiram. Segundo o sindicato, a assembléia reuniu na praça da República cerca de 5.000 dos 215 mil professores estaduais. O ato foi seguido por outro, que contou com a presença de outros funcionários públicos, que também reivindicam aumento salarial imediato.

Os professores afirmam que a greve só deve terminar quando os projetos forem retirados. Atualmente, eles tramitam em regime de urgência. O Projeto de Lei Complementar 19/2009 determina que os professores temporários que entraram na rede depois de junho de 2007 terão contratos limitados a 12 meses. Depois disso, eles não poderão assumir funções no Estado por 200 dias. Os professores que entraram antes têm estabilidade.

Serra vaiado

Vaias e protestos de professores e servidores da Saúde marcaram a visita do governador José Serra (PSDB) a Presidente Prudente na tarde de ontem. O governador participava da cerimônia de entrega de um hospital quando foi surpreendido pela reação da plateia. Os apoiadores do governador tiveram trabalho para superar a manifestação dos servidores.