Teresina - Equipes de busca e salvamento que estão em Cocal (a 282 km de Teresina) encontraram na manhã de ontem o corpo da sétima vítima do rompimento da barragem Algodões 1. A jovem Maria Alexandra Pereira, 16 anos, foi achada morta no povoado de Franco.
Conforme o governo do Estado, duas pessoas ainda estão desaparecidas. As buscas na área rural foram interrompidas na noite de ontem e retomadas às 6h de de ontem. Militares do Exército também participam das buscas.
Segundo os bombeiros, 14 equipes de médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais fazem o atendimento nos povoados atingidos pelo rompimento de parte da barragem.
Na última quarta-feira, uma onda de dez metros de altura que surgiu após o rompimento de parte da barragem Algodões 1 espalhou estragos por uma área de 50 km2. De acordo com a Defesa Civil, ao menos 120 casas ficaram destruídas, cerca de 2 mil pessoas ficaram desabrigadas e 950 desalojadas.
Conforme o governo do Estado, 10 milhões de metros cúbicos de água represada do rio Pirangi (um quinto da capacidade da obra) vazaram após o rompimento de um pedaço de concreto da barragem.
O risco de a barragem vazar foi alertado no início do mês. O governo chegou a remover famílias da região, mas seis dias antes do acidente, embasado em parecer do engenheiro Luiz Hernane de Carvalho, o governador Wellington Dias (PT) autorizou o retorno das famílias para suas casas.
Anteontem, a água que vazou da barragem rompeu trecho da rodovia BR-343, em Buriti dos Lopes. Ontem, equipes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) chegaram ao local para iniciar os reparos. O Ministério Público Estadual, a Procuradoria da República e a Polícia Civil abriram investigações para apurar o acidente. O governador e o engenheiro Carvalho não foram encontrados ontem.