09 de julho de 2026
RH & Tendências

Faculdade discute o profissional do futuro

Da redação
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Faculdade discute o profissional do futuro FGP - Faculdade G&P - de Pederneiras realizou neste mês a segunda edição do Desafio Tecnológico, evento que reúne ações sociais e atividades de atualidades profissionais. O economista, professor universitário e colaborador do Jornal da Cidade Carlos Sette falou sobre as perspectivas do mundo corporativo durante palestra no encerramento do evento. Para o economista, o profissional do futuro deverá ser inovador e criativo.

Segundo ele, nunca se produziu tanto e nunca se teve tantos meios para multiplicar os bens como atualmente. “Paradoxalmente, nunca se teve tanta pobreza”, observou.

De acordo com Sette, o processo de globalização, a partir dos anos 80, ocasionou essa disparidade social, mas situou a informação como um fator essencial do mundo atual. “Permitiu a ampla discussão de valores universais, como a liberdade e a democracia. Além disso, possibilitou a inserção de assuntos na mídia como meio ambiente e direitos humanos. Difundiu a moda, a arte, os costumes”.

Para o especialista, os efeitos da crise econômica mundial indicam uma previsão nada positiva: 50 milhões de desempregados em um breve período. A taxa de desemprego nacional atinge 8,9 % da população economicamente ativa.

“O grande diferencial para as empresas (neste ano) será investir no ser humano, nos talentos. O mercado de trabalho está se tornando muito exigente. As empresas não contratam diplomas, currículos ou recomendações; contratam respostas e profissionais curiosos e que têm capacidade de aprender continuamente. Daí a importância da boa educação”, enfatiza Sette.

Tecnologia da informação

As avaliações são de que o setor de TI (tecnologia da informação) seja uma preciosa fonte de bons empregos. Nos dias de hoje, nada se faz sem informações eletrônicas. TI tornou-se uma infra-estrutura básica para a economia atual.

“Não temos uma massa crítica para atender a demanda atual, e muito menos a futura. Segundo estimativas do setor, o mercado nacional de TI precisará contratar 320 mil profissionais até 2011, enquanto nossas faculdades formarão apenas 170 mil pessoas”, revela.

Na opinião de Sette, o perfil do profissional do futuro deverá ser inovador e criativo. “A mais recente pesquisa realizada pela Credicard - com objetivo de identificar a realidade de seus futuros funcionários e clientes com relação à atualização tecnológica, exercício da cidadania e autonomia de decisão e aprendizado - indica que 75% do PIB mundial de 2015 será formado por produtos que ainda não foram inventados.

Em 2020, o conhecimento estará duplicando a cada 83 dias (atualmente, já duplica a cada 4 anos.). O meio de comunicação mais efetivo será a Internet e seus correlatos”, informa.

“Para aumentar a produtividade, reduzir custos e tornar-se competitiva, conhecendo bem o mercado e seus concorrentes a empresa deve investir em projetos de responsabilidade social e, principalmente, identificar, atrair e motivar talentos humanos”, acrescenta o economista.

O Desafio Tecnológico foi promovido pelos formandos do curso de tecnologia em redes de computadores da FGP.