10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Sem acesso a laboratórios, alunos da Unesp reclamam da paralisação dos funcionários

Juliana Franco
| Tempo de leitura: 2 min

Apesar de recente, a paralisação dos funcionários da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru já prejudica os estudantes. Para poder entregar trabalhos em dia, os alunos procuram alternativas fora do câmpus.

A estudante do primeiro ano de Comunicação Social Damaris Magnani Rota conta que algumas aulas estão prejudicadas. “Algumas vezes, temos que fazer roteiro radiofônico e gravar em laboratório, mas com a greve, não temos acesso aos laboratórios. Além disso, precisamos usar o computador para realizar alguns trabalhos e também não é possível”, conta. “Imprimir também virou problema, já que apenas um local está fazendo esse trabalho e fica lotado”, acrescenta.

Lucas Alberto Nascimento, estudante de engenharia, conta que não tem computador em sua casa e sempre usava os laboratórios da faculdade. “É complicado ficar sem os laboratórios, principalmente agora, que entramos na reta final do semestre. Para fazer os trabalhos, estou tendo que ir a cyber cafés”, conta.

Os funcionários da Unesp pararam as atividades no dia 27 de maio. A greve foi decidida após assembléia, realizada no dia anterior, entre membros da base local da Associação de Servidores Técnico-Administrativos da Unesp (Asunesp). A paralisação, conforme a decisão da categoria, é por tempo indeterminado. “Inclusive, não temos data marcada para a próxima assembléia”, afirma Jaílson Calori, diretor financeiro da Asunesp.

Há quase uma semana, aproximadamente 600 funcionários da instituição de Bauru interromperam suas atividades. Eles reivindicam um acréscimo de R$ 200,00 fixos no salário mensal que, recentemente, teve um reajuste de 6,5%. “Também queremos a correção de perdas decorrentes de inflação notadas desde 1988”, aponta.

Por enquanto, os professores seguem o trabalho normalmente. A reportagem do JC tentou contato com o presidente estadual da Associação dos Docentes da Unesp, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. Calori não acredita que os docentes venham a aderir ao movimento.