08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Conta de subtrair


| Tempo de leitura: 2 min

A meia dúzia de oito gatos pingados, como diria o folclórico Vicente Matheus, torcedores do Norusca que se manifestaram na semana junto ao JC nos leva a pensar sob alguns pontos importantes:

Primeiro: por que com tantos assuntos importantes na agenda insistem no mesmo desgastado tema das contas do Norusca ? Será que querem saber se saiu do bolso esquerdo ou do direito o dinheiro que o sr. Damião inquestionavelmente colocou no time? Que interesses estão por traz disto? Seriam os mesmos que levaram o Noroeste à 3ª divisão e com riscos de acabar. se não fosse o sr. Damião? Por que não somar ao invés de criticar? Quantas vezes o sr. Damião tem pedido ajuda de empresários e torcida local e não é atendido e por que ele não é atendido? Seria porque ele não sabe somar ou porque existem pessoas que só sabem trabalhar no velho e bagunçado Norusca e não no novo Norusca da era Damião ? Como falar em Norusca S/A, se comprovadamente futebol a nível de interior não dá lucro? Quem seriam os empresários dispostos a esta empreitada e quais seriam seus recursos?

Sem dúvida existem dificuldades de comunicação na família Garcia e principalmente falta a integração que Celso Zinsly fazia com a torcida, trazendo a percepção do time como seu representante e não uma atividade privada da família. Pouco adianta para isto contratar ex-jogadores do Corinthians divorciados da realidade da cidade e da torcida. Mas para isto basta criar um ou vários elos de ligação acabando com o divórcio entre a comunidade bauruense e a diretoria.

Os culpados não são apenas torcedores e ex-diretores, também contribuíram os Garcia que sempre agiram de maneira por demais independente e não procuraram motivar ou trazer a torcida para caminhar junto, tentando fazer no caso do Fernando, do futebol do Norusca uma atividade lucrativa, que infelizmente não é.

A situação do Norusca é difícil e só com soma da torcida e de Damião poderão ser superados os obstáculos. Com a União dos recursos da família Garcia com as empresas locais e regionais e pessoas da comunidade que vivam seu dia-a-dia e possam fazer com que a torcida volte a se identificar com o clube as coisas seriam diferentes, gerariam a sinergia necessária e um clube que represente realmente a cidade. Seguindo exemplos como o do GRSA Itabom, que tem conseguido desta forma excelentes resultados.

Márcio M. Carvalho