10 de julho de 2026
Internacional

Familiares se dividem entre a tristeza e esperança de vida


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Paris - A Air France disse não ter autorização legal para divulgar a lista com os nomes dos passageiros do voo AF 447. Só autoridades em nível federal - na França ou no Brasil, por exemplo - poderiam fazê-lo, segundo a companhia. A empresa disse ainda consolidava informações sobre os familiares de todos os desaparecidos. Dos 216 passageiros, 146 estavam em vôos de conexão. No total, o vôo abrigava cidadãos de 32 países.

Parentes dos passageiros se mostravam ontem entre a esperança e a incredulidade no resgate, enquanto aguardavam informações sobre o Airbus da Air France num hotel do Rio.

Diana Raquel, mãe do dentista José Ronnel Amorim, contou que o filho completou 35 anos no dia do acidente: “O mais triste é que ele morreu no dia do aniversário”, disse, assumindo não ter mais esperanças.

Em São Paulo, a namorada do maestro Sílvio Barbato, que estava no vôo, a violinista Antonella Pareschi, 33 anos, demonstrou esperança de ele ser encontrado vivo. “Tudo poderia ser como no filme ‘Náufrago’” Apesar da esperança, ela chora o dia inteiro. “Ele sempre dizia, brincando, que não ia simplesmente morrer, mas que ia sumir’’, contou.