09 de julho de 2026
Geral

Chuveiro faz conta explodir no frio

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 3 min

A vida moderna repleta de eletroeletrônicos dá sensação de conforto, porém cobra caro pelo desperdício de energia elétrica. O vilão do consumo residencial de eletricidade ainda é o chuveiro elétrico, responsável por 25% a 35% do custo da conta de luz de uma família. Segundo estimativa da CPFL Paulista, no período de frio o chuveiro provoca um acréscimo de até 30% na conta de luz quando, geralmente, o usuário muda a chave de controle da posição “verão” para “inverno”.

A maioria das pessoas diz ser impossível não colocar o chuveiro na posição “inverno” em períodos de frio, o que reflete na conta mais alta. O engenheiro elétrico Francisco Antonio Ramos de Oliveira, diretor do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp) em Bauru, destaca que o brasileiro só se dá conta de que precisa maneirar e usar racionalmente energia elétrica quando leva um susto com o valor da conta.

Ele explica que as pessoas relaxam porque a energia elétrica só é pega após o uso, diferente do combustível que o consumidor vai ao posto abastecer com o valor já predefinido. “No momento que está usando, a pessoa não tem a noção do quanto que vale aquele bem”, salienta.

Um dos equívocos em relação ao chuveiro é ligar o aparelho e deixar que esquente bem a água ao ponto de esfumaçar o banheiro. “Isso é um erro. Dependendo do tempo que se deixa esse aparelho ligado pode até correr risco”, frisa Oliveira. Ele explica que o chuveiro não é projetado para ficar ligado continuamente por longos períodos.

O ferro elétrico também consome muita energia é deve ser utilizado com bom-senso. Oliveira lembra que o aparelho gasta uma boa quantidade de energia para atingir a temperatural ideal para passar roupa. Ao chegar ao ponto, o equipamento passa a consumir menos porque o sistema será alimentado para manter a tempertura.

O ideal é acumular uma grande quantidade de roupas e passá-las de uma só vez. A mesma relação vale para o uso da lavadoura e secadora de roupas. Oliveira cita que se deve encher o aparelho até sua capacidade máxima para se obter economia no processo de lavagem. Outra dica é desligar o aparelho de ar condicionado no inverno se o ambiente tiver ventilação natural.

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Bom senso pode ajudar na mudança de hábito

Ainda que seja difícil e a longo prazo é preciso mudar hábitos para conseguir diminuir o consumo de energia e economizar dinheiro. Em nota encaminhada ao JC, a CPFL Paulista dá dicas para economizar energia elétrica. A empresa lembra que quem consome mais também pagará mais tributo. O governo estadual arrecada 12% de Imposto Sobre Serviços (ISS) na conta sobre o valor da fatura para quem consome até 200 KWh/mês.

Quando ultrapassa os 200 KWh/mês, a tributação passa para 25%. Um quarto do valor pago pelo consumo será destinado ao ISS. A informação de consumo consta na conta de energia, assim como o volume consumido nos últimos 12 meses.

Os equipamentos que utilizam a energia para gerar calor têm potência maior e consomem mais. A CPFL sugere algumas alternativas para economizar. Churrasqueiras e grelhas elétricas podem ser substituídas por modelos a gás, por exemplo.

As lâmpadas incandescentes podem ser aposentadas com a instalação das fluorescentes compactas. O custo maior das fluorescentes acaba compensando na conta de energia com a redução no consumo, que pode chegar até a 40% por lâmpada, de acordo com o modelo e potência. Outra vantagem é que o modelo fluorescente dura 10 vezes mais. Luminárias refletivas também contribuem para redução do consumo, pois pode-se usar lâmpadas com potências menores.

As instalações elétricas também devem estar em ordem, sem emendas, ou com emendas bem isoladas, e sem sobrecarregar o circuito com vários aparelhos ligados na mesma tomada.