08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Cotas para o vestibular


| Tempo de leitura: 1 min

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro deu “um jeitinho” para que a liminar que este mesmo órgão deu, em ação movida pelo deputado estadual Flávio Bolsonaro não seja cumprida este ano. Atendendo a solicitação da Procuradoria-Geral do Estado, foi determinado o adiamento da liminar concedida pelo colegiado. Com a decisão, os vestibulares da Uerj, Uenf e Uezo voltam a ser regidos pela lei 5.346 de 2008, que reserva vagas para negros, indígenas, estudantes da rede pública, pessoas com deficiência e filhos de policiais, bombeiros e inspetores mortos em serviço.

Esta questão das cotas deve ser melhor debatida pela sociedade. É inadimissível o que ocorre hoje, onde as vagas das universidades públicas são ocupadas, em sua maioria, por filhos da classe média e média alta. É só ver os carrões estacionados em seu pátio.

Faculdade pública deveria ser um instrumento de ascenção social para quem não pode pagar um faculdade particular. Como as públicas são referência pelo ensino de qualidade, a concorrência fica predatória.

Fábio Tavares