11 de julho de 2026
Política

Emdurb vai licitar estudo sobre o aterro sanitário

Monise Centurion
| Tempo de leitura: 2 min

A Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) deve abrir licitação para contratar empresa que irá realizar estudos de estabilidade do solo do aterro sanitário do município. As avaliações técnicas foram exigidas pela equipe da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), que visitou o aterro ontem.

“Não foi dado prazo para realizar o estudo, mas temos interesse de que ele seja feito o mais rápido possível. Essa análise será usada para avaliar as condições do solo e possibilitar a liberação da licença ambiental”, afirma o presidente da Emdurb, Rubens Ribeiro Barros Filhos, o Rubito. O valor da licitação ainda não foi calculado.

O aterro sanitário de Bauru recebe 220 toneladas de lixo domiciliar por dia. As três camadas iniciais estão esgotadas. A quarta camada foi instalada em 2008, mas não contava com licença prévia e foi “embargada” pela Cetesb, no início deste ano. Agora, a prefeitura está sendo obrigada a resolver a questão.

A Emdurb está tentando o licenciamento da quarta camada do aterro. Ao mesmo tempo, iniciou estudos para ver se é possível instalar a quinta e sexta camadas, transformando o aterro em uma pirâmide. “Se o estudo disser que a quinta camada pode ser usada, vamos pedir o licenciamento da quarta e quinta camadas de uma vez só. Caso a quinta camada não possa ser usada, vamos pedir apenas da quarta”, diz Rubito.

Se a Cetesb autorizar a quarta camada, o município terá um fôlego de pelo menos mais dois anos para providenciar um novo aterro. Os planos iniciais da prefeitura é abrir esse novo aterro numa área localizada ao lado do atual. Mas para isso também é preciso licenciamento.

Outra preocupação é quanto ao destino dos entulhos. Todos os dias, os canteiros de obras da cidade produzem cerca de 600 toneladas de resíduos da construção civil sem que haja um local ideal para deposição desse lixo. Hoje, esse resíduo vai para os bolsões particulares ou erosões. Enquanto são depositadas apenas sobras da construção civil não há risco nenhum. O problema é ter lixo misturado a essas sobras.