09 de julho de 2026
Esportes

Bidu alega falta de tempo e instabilidade

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 1 min

Se o Conselho Deliberativo tem um substituto imediato a Abel Abreu, a vice-presidência do Noroeste deve ficar vaga com a saída de João Bidu. O empresário já renunciara ao cargo em novembro do ano passado, mas foi convencido pela cúpula noroestina a rever sua decisão. Agora, sua saída parece ser definitiva. Bidu justifica sua decisão com a falta de tempo para se dedicar ao cargo, devido aos compromissos com sua empresa, a Editora Alto Astral, e com a Sorri, entidade beneficente da qual é presidente. “A editora consome meu tempo e quando sobra um pouquinho tenho que ver as obrigações com a Sorri, onde estamos com vários planos. Não sobra meio tempo, nada, para pensar em Noroeste. Lamentavelmente”, lastima.

Bidu admite que a instabilidade política do clube também pesou em sua decisão. “De certa forma, sim. A gente não sabe como vai ficar. Mas a minha renúncia foi em função de uma análise real do tempo que disponho, que não me permite assumir qualquer outro compromisso”, reitera. Recentemente, o empresário liderou um grupo para a transformação do Noroeste em um clube-empresa, mas desistiu da idéia, em decisão divulgada com exclusividade pelo JC.

As saídas de Abel Abreu e João Bidu se juntam às renúncias de Francisco Miraglia Simões Barbosa, o Kiko, ex-presidente do Conselho Deliberativo, de Luiz Guilherme Miraglia Barbosa, vice-presidente do Conselho, no ano passado, e Toninho Gimenez, ex-diretor financeiro do Noroeste, recentemente. A conjuntura que se apresenta no clube realmente vale o clichê: “o último a sair apague a luz.”