Os trabalhadores do sistema de transporte público de Bauru farão assembléia na segunda e terça-feira para decidir se aceitarão ou não as novas propostas de reajuste salarial feitas à categoria. A decisão será informada na quarta-feira ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região, sediado em Campinas, durante audiência de conciliação com a Associação das Empresas do Transporte Coletivo Urbano de Bauru (Transurb) - que reúne as três concessionárias do setor na cidade.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte de Bauru e Região (Sindtran), José Rodrigues da Silva, caso o acordo seja negado pela categoria e não haja mais nenhuma proposta, haverá greve.
Anteontem, durante primeira reunião no TRT para tentativa de acordo, o desembargador Luís Carlos Cândido Martins Sotero da Silva, presidente do Tribunal apresentou sugestão de aumento salarial em 7%, tíquete-refeição no valor de R$ 190, participação nos lucros e resultados no montante de R$ 450, a serem pagos em duas parcelas iguais, e horas extras remuneradas com o adicional de 50% nos dias normais, 100% nos feriados e 110% nos dias de folga.
As empresas aceitaram as sugestões do desembargador. O Sindtran colocará a nova proposta em votação. De acordo com Rodrigues, a assembléia que irá decidir a aceitação ou não das novas condições será na segunda-feira, das 19h às 24h e terá continuidade na terça-feira, das 4h às 8h.
Reunião
Ontem, o chefe de gabinete do prefeito Rodrigo Agostinho, Paulo Ferrari, participou de reunião com a direção do Sindtran, que apresentou algumas solicitações. O encontro foi acompanhado pelo secretário municipal dos Negócios Jurídicos, Luiz Nunes Pegoraro, pelo assessor do Gabinete, Marcelo Araújo, e uma representante da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb).
Segundo nota enviada pela assessoria de comunicação da prefeitura, os argumentos do sindicato foram ouvidos e haverá reunião interna para avaliar as solicitações apresentadas. “A prefeitura vai colaborar no que for possível para evitar a greve da categoria, mas o que existe é um contrato de prestação de serviços com o município, definido por meio de licitação. O município não pode interferir, por exemplo, em questões trabalhistas”, explicou Ferrari.