08 de julho de 2026
Nacional

Marido salva mulher de seqüestro

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Um comerciante de 48 anos salvou a mulher de um seqüestro relâmpago atirando seu carro, um Citröen C3, contra o veículo em que estavam a mulher e dois homens. O caso ocorreu anteontem à noite no Ipiranga (zona sul de SP).

O marido descobriu que a mulher era refém porque ouviu conversas dela com os seqüestradores pelo telefone - eles não sabiam que o celular dela estava ligado. Depois da batida, os homens tentaram fugir a pé, e um deles terminou preso.

O drama da mulher, uma advogada de 28 anos, começou quando ela voltava do trabalho. Morando no Ipiranga e trabalhando na avenida Paulista, ela tinha hábito de ir de carro, um Fiesta 2008, até a estação Alto do Ipiranga do metrô e seguir viagem de trem. Anteontem, por volta das 20h, quando entrava no veículo para ir para casa, ela foi rendida por dois homens, que a fizeram entrar no Fiesta e dirigir pelo bairro.

Segundo a polícia, dentro do carro, em certo momento, eles mandaram a mulher saltar para o banco do passageiro e um deles assumiu a direção. Em um hipermercado da avenida Ricardo Jafet, a mulher foi forçada a entregar o cartão do banco e as senhas.

A dupla então sacou R$ 500,00 segundo a PM. Não satisfeitos, os homens tomaram o relógio da vítima e a mandaram dizer onde mora. Ainda de acordo com a polícia, na porta da casa dela, mandaram a advogada ligar para o marido. Ele atendeu, mas a vítima disse que a ligação não foi completada e deixou o celular ligado.

O marido, que estava em casa, ouviu as conversas e, desesperado, entrou em seu carro, um Citröen C3, para perseguir os seqüestradores. Ele os alcançou na rua Cipriano Barata e acelerou, batendo no veículo. Com o acidente, o Fiesta foi arremessado contra o portão de um edifício. Ninguém ficou ferido.

Os criminosos tentaram fugir a pé. O marido correu atrás, gritando “pega ladrão”, segundo a polícia. Um dos acusados, Nilton Marcelo Alves, 33 anos, tropeçou e caiu. Um carro da polícia que passava pela rua viu e o deteve. A polícia recomenda que as vítimas não reajam em situações como essa.