09 de julho de 2026
Nacional

Paralisação de professores e alunos já atinge três unidades da USP

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Os docentes da Universidade de São Paulo (USP) iniciaram ontem uma greve por tempo indeterminado para reivindicar, entre outros itens, reajuste salarial e a retirada da Polícia Militar do campus, onde impedem a realização de novos piquetes por parte dos grevistas.

A reitoria informou que a paralisação atinge parcialmente a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (cursos de História e Geografia), Escola de Comunicações e Artes e Faculdade de Educação.

Ainda de acordo com a reitoria, o movimento de greve atinge cerca de 10% do quadro de cerca de 15 mil servidores não docentes, em todos os campi - Bauru, Lorena, Piracicaba, Pirassununga, Ribeirão Preto, São Carlos e São Paulo.

O início da greve foi decidido em assembléia realizada anteontem. A principal reivindicação da categoria é a saída da Polícia Militar na universidade. De acordo com a reitoria, a PM está no local desde anteontem quando, atendendo a um pedido de reintegração de posse, impediu a realização de piquetes e bloqueios em frente aos prédios por parte dos funcionários - em greve há um mês.

Além da presença da PM, os professores querem a retomada das negociações do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) com o Fórum das Seis - entidade que integra os servidores e funcionários das três universidades paulistas: USP, Unesp e Unicamp.

As negociações foram suspensas no dia 25 de maio após um grupo de cerca de 30 alunos invadir o prédio da reitoria da USP. Os universitários permaneceram no local por cerca de cinco horas e, segundo a reitoria, arrombaram portas e quebraram janelas. Prejuízos que podem totalizar R$ 10 mil, de acordo com a universidade.

Dentre as reivindicações apontadas pelo Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp) estão 10% de reposição salarial e mais reposição da inflação dos últimos 12 meses.

O Cruesp propôs reajustar em 6,05% o salário dos professores e servidores da universidade. Os professores, assim como os funcionários, rejeitaram a proposta. Mesmo assim, a reitoria da universidade afirmou que o valor deve ser incorporado aos salários a partir deste mês.