Foi muito bonita a festa junina realizada na Escola Estadual Silvério São João, com dança das crianças menores ao redor da fogueira de papel, ao som das tradicionais cantigas típicas de São João, São Pedro, São Paulo e até mesmo Santo Antônio, que entra na festa por ser casamenteiro. Eram as mesmas, da minha infância, de saudosa lembrança e a Ecad não precisa se preocupar pois elas têm mais de setenta anos. Para as crianças maiores, mais danças, cantigas igualmente antigas e a famosa quadrilha, sempre presente nas festas juninas, herdada por nós do folclore francês, pois era a dança das vindimas no interior da França. Também não havia quentão nem outro qualquer tipo de bebida incompatível com crianças. O de que mais gostei foi da alegria reinante, do colorido das fantasias das crianças e até mesmo de várias professoras delas; tio Silvério adoraria; era o tipo de festa que ele gostava. O importante é ressaltar o trabalho dessas professoras como professoras de dança, cenógrafas, coreógrafas e animadoras, ganhando tão pouco para isso tudo e tão injustiçadas, como professoras da rede pública estadual, tão criticada e tão digna de crítica por sua atuação tão improdutiva na educação e, ultimamente praticando atos criminosos como a publicação de cartilha escolar com pornografia, estímulo ao crime, rebaixamento da pessoa humana, mau gosto, mau comportamento e não sei não se até formação de quadrilha nas altas cúpulas responsáveis por publicação e distribuição das tais cartilhas.
Pelo menos essas competentes professoras do Silvério São João e acredito que muitas outras mais das nossas escolas do interior, sem “costa quente” nas altas e safadas esferas das capitais, merecem o nosso respeito, a nossa admiração e mais do que fazem jus ao pouco que recebem e pelo muito que honram um magistério tão desacreditado hoje. Felizmente, nem tudo está perdido. Parabéns!
Isolina Bresolin Vianna – ABLetras – cad. 12