A missiva do sr. João José Ramires da Silva, publicada na página 29 do JC de 7/6/09, sob o título: “Cultura é muito importante”, no qual cita a professora Celina Lourdes Alves Neves, diretora da Escola Progresso, provocou em mim lembranças de ex-aluno da referida escola, onde fiz um curso de Taquigrafia, nos anos 60. Lembro-me de que, atrás de sua mesa, na parede, dona Celina tinha mandado afixar a famosa frase de Pitágoras: “Eduquem-se os meninos e não será preciso castigar os homens”. Sem dúvida, uma frase dita há tantos mil anos atrás, mas permanece válida para os tempos modernos.
Nos anos 70, já casado e com filhos, tínhamos ido a um supermercado localizado na quadra 13 de rua Primeiro de Agosto. Após ter pago no caixa, já na rua, percebi que na mão de meu filho mais velho, com apenas 5 anos de idade, havia pequenos objetos, umas quinquilharias de valor ínfimo, que não havia comprado. Retornamos, eu e meu filho, até o supermercado. Fi-lo devolver ao gerente o que havia pego, na sua inocência. Expliquei-lhe a importância de pagarmos o que pegávamos no supermercado. Não segui a Lei de Gérson, que muitos pais preferem seguir, gerando adultos com desvio de caráter. Num presídio norte-americano, nos anos 60, um condenado à morte, na cadeira elétrica, recebeu a visita derradeira de sua mãe. Desesperada, a mãe lamentava o triste destino do filho. O filho disse: “Não adianta chorar agora. Se você tivesse me castigado quando furtei uma agulha na lojinha da esquina, hoje não estaria aqui, no corredor da morte”.
Professor Gilberto Sidney Vieira