08 de julho de 2026
Nacional

Setor de serviços mantém ritmo positivo e ajuda a segurar queda

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Rio - Na contramão da indústria e da agropecuária, o setor de serviços manteve desempenho positivo no primeiro trimestre deste ano, de acordo com dados relativos ao Produto Interno Bruto (PIB), divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O PIB, que mostra o comportamento de uma economia, é a soma das riquezas produzidas por um país - é formado pela indústria, agropecuária e serviços. O PIB também pode ser analisado a partir do consumo, ou seja, pelo ponto de vista de quem se apropriou do que foi produzido. Neste caso, é dividido pelo consumo das famílias, pelo consumo do governo, pelos investimentos feitos pelo governo e empresas privadas e pelas exportações.

Em relação ao primeiro trimestre de 2008, o setor de serviços verificou crescimento de 1,7%; na comparação com o quarto trimestre, a alta foi de 0,8%. Sozinho, o setor de serviços corresponde a cerca de 60% do valor gerado pela ótica da oferta.

O destaque ficou por conta do subsetor Outros Serviços, que teve incremento de 7% em relação ao período de janeiro a março de 2008. O segmento engloba os serviços prestados a empresas, serviços domésticos e de reparos e manutenção.

A redução no ritmo de concessão de crédito também reduziu o ritmo dos serviços de intermediação financeira e seguros, que envolve serviços prestados por bancos. Este tipo de atividade vinha liderando seguidamente o setor, mas perdeu força após a crise e a redução do volume de crédito.

“O crédito está crescendo, mas em ritmo muito menor. Isso se reflete na intermediação financeira”, afirmou a gerente de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Também tiveram bom desempenho os serviços de informação (5,4%), que envolve as atividades de telefonia fixa e móvel, e os serviços de administração, saúde e educação pública (3,1%).

Os dados do PIB revelam ainda que houve redução do envio de lucros e dividendos para o Exterior, o que fez com que a necessidade de financiamento do Brasil de janeiro a março fosse reduzida para R$ 14,7 bilhões. O valor é R$ 5,2 bilhões inferior à necessidade de R$ 19,9 bilhões observada no primeiro trimestre de 2008.

Os volumes de lucros e dividendos enviados pelas companhias multinacionais para o Exterior caíram consideravelmente com a crise. No primeiro trimestre deste ano, somaram R$ 13,8 bilhões, ante R$ 18,4 bilhões em igual período no ano passado.