08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Salvem o Bosque da Comunidade


| Tempo de leitura: 2 min

Que triste ver a situação em que se encontra o Bosque da Comunidade de Bauru, que é o único da cidade, local freqüentado por praticantes de caminhada, mães e babas que levam crianças para brincar no parquinho local ou pessoas que vão só para passear e sentar um pouco a sombra das árvores etc. Caminhando por ali percebe-se o abandono em que se encontra o local, observei os seguintes problemas:

- acúmulo de folhas e galhos secos caídos no chão, que não são recolhidos e acabam se tornando criadouro ideal para mosquitos (ex. mosquito palha) e outros tantos insetos, além de caramujos em época de chuva.

- quando efetuam a retirada de galhos secos, os mesmos são jogados por cima da cerca delimitadora do local, ficando acumulado nas calçadas externas por vários dias, obstruindo-a e causando riscos a transeuntes.

- alguns bancos encontram-se quebrados, por ação de vândalos, uma vez que o local não possui um zelador que fique em tempo integral no local.

- a iluminação interna é extremamente precária, tornando impossível a permanência e a circulação no local ao escurecer, devido a risco de queda e até mesmo de algum tipo de violência.

- o local é sabidamente “público”, mas está sendo freqüentado por casais (todos os tipos de casais) que têm exagerado no comportamento e nas carícias, lembrando que crianças transitam constantemente por lá e proporcionam situações constrangedoras, além de alguns freqüentadores que vão ali pra fumar uns cigarrinhos estranhos e de cheiro peculiar.

- os sanitários estão em mau estado, não recebem higienização adequada e a conservação da instalação é precária, o que acarreta em mau cheiro.

- a locomotiva exposta no local já está precisando de uma nova pintura, devido à constante exposição ao tempo.

- existe uma rampa no local, próximo à locomotiva, que foi construída para melhorar a apreciação da beleza interna da máquina, entretanto, existe grande desnível de piso na parte mais alta com risco de queda de pessoas, onde deveria ser instalado um guarda-corpo.

- faltam mais lixeiras, o que acarreta em descarte de lixo em vários pontos, poluindo o ambiente.

Não vou só malhar os responsáveis pela conservação, afinal, dia desses, instalaram um “importantíssimo” dispositivo de identificação do local, uma placa, por sinal muito bonita e que não deve ter custado pouco aos cofres municipais, mas creio que o local e a população “merecem” bem mais que isso. Enfim, o local está em avançado processo de deterioração e nós vamos perdendo essa opção de laser, que já é tão rara nessa cidade.

Ary Acosta