08 de julho de 2026
Bairros

Tratamento de esgoto

Da Redação
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A Unesp de Bauru está construindo um sistema para tratar o esgoto produzido no câmpus, que não será canalizado para a estação de tratamento que será instalada pela prefeitura. De acordo com a assessoria de imprensa da Faculdade de Ciências, da Unesp, trata-se de um projeto de pesquisa que utilizará método natural, sem adição de produtos químicos, para despoluir as águas utilizadas. Serão utilizados 2,7 hectares, que serão desmatados, mas que já estão compensados. Os recursos para obra já estão disponíveis e a empresa que construirá será definida através de licitação. Falta apenas a homologação do projeto.

Pelo projeto, as três faculdades do câmpus de Bauru vão aproveitar o sistema de tratamento de esgoto para realizar pesquisa. O esgoto será canalizado para os alagados de superfície, que são lâminas d’água. O processo de despoluição ainda terá duas lagoas, uma ao lado da outra, e em diferentes patamares.

O objetivo, explica a assessoria de imprensa, é que o sistema de tratamento de esgoto, denominado de alagados construídos e apontado como pioneiro na América Latina, possa, no futuro, ser utilizado por cidades de até 20 mil habitantes. A Unesp elenca vantagem financeira para construir sua própria estação de esgoto. De acordo com a assessoria, para bombear os dejetos para rede coletora pública em três anos seriam gastos R$ 700 mil, o mesmo valor que será investido em todo projeto. A estação foi projetada pelo professor Eduardo Luiz Oliveira.

Cerrado preservado

Em todo o Estado de São Paulo, resta apenas 0,84% da área original de cerrado, o equivalente a 211 mil hectares. E a região de Bauru é a terceira no Estado com maior área coberta pelo bioma. De acordo com o último levantamento do Inventário Florestal da Vegetação Natural, na região de Bauru existem quase 29 mil hectares (320 mil campos de futebol) do bioma cerrado. No município de Bauru são 5.959 hectares.