Rio - O corpo do engenheiro Renato Biasotto Mano Junior, 52 anos, que foi assassinado a facadas no início da manhã de anteontem em seu apartamento, num condomínio de luxo na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, deve ser cremado hoje ou amanhã, segundo a Polícia Civil.
A principal suspeita do crime é a mulher do engenheiro, Alessandra Ramalho D’Ávila Nunes, 35 anos, com quem o empresário tinha problemas conjugais.
Alessandra é considerada foragida pela polícia, já que um mandado de prisão foi expedido contra ela. Às pressas, a mulher deixou o condomínio, na avenida Lúcio Costa, com o filho do casal, de 5 anos, por volta das 6h - no mesmo momento em que o marido descia à portaria para pedir ajuda ao porteiro, ensaguentado e com várias marcas de facadas.
Ele acabou morrendo no hall do prédio. A cremação do corpo de Biasotto não foi realizada ainda porque a família decidiu esperar pela chegada de uma irmã do engenheiro que mora na Austrália.
O apartamento ficou com muitas manchas de sangue. Ao ir embora, Alessandra disse ao porteiro que iria à delegacia da Barra prestar queixa contra o marido, que a teria agredido por ciúmes. Ontem, a delegacia não passou informações sobre as investigações.
A Polícia Civil entrou em contato com a Polícia Federal para impedir que Alessandra fuja do Rio - ela tem nacionalidade norte-americana.
Horas antes, Biasotto e Alessandra, casados por seis anos, haviam recebido um casal de amigos, o empresário Eduardo Pedrosa e sua mulher, com quem comemoraram o dia dos namorados. “Saímos do apartamento às 4h, e tudo estava na mais perfeita harmonia”, disse Pedrosa, que ficou chocado com a morte do amigo.
Assim como sua mulher e o porteiro do prédio, Pedrosa prestou depoimento à polícia e afirmou que a relação entre os dois era conturbada, já que Biasotto tinha um ciúme exacerbado da mulher. Tanto que exigiu que ela fizesse um exame de DNA quando se disse grávida dele, para que a paternidade do filho fosse comprovada.