11 de julho de 2026
Internacional

Israel diz que aceita território palestino, mas sem militares


| Tempo de leitura: 2 min

Jerusalém - O premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, pediu ontem que as negociações de paz com os palestinos sejam retomadas “sem pré-condições”. Ele acrescentou ainda que está pronto para ver a criação de um Estado palestino, desde que a comunidade internacional garanta que esse Estado não terá capacidade militar.

“Peço a vocês, nossos vizinhos palestinos, e à liderança da Autoridade Nacional Palestina: vamos retomar as negociações de paz imediatamente, sem pré-condições”, disse Netanyahu, em um discurso na Universidade Bar Ilan, proxima a Tel Aviv.

“Israel não pode concordar com um Estado palestino a menos que tenha garantias de que esse Estado estará desmilitarizado”, afirmou, acrescentando que Jerusalém tem de permanecer unificada como capital de Israel.

“O território concedido aos palestinos não terá Exército, não terá controle do espaço aéreo, não terá entrada de armas, nem a possibilidade de estabelecer alianças com o Irã ou com o [o grupo xiita libanês] Hizbollah.”

“Israel está comprometido com os acordos internacionais e espera que todas as outras partes cumpram igualmente suas obrigações.”

O premiê disse ainda que a solução para o conflito no Oriente Médio se baseia no “reconhecimento sincero” por parte dos palestinos de que Israel é “um Estado nacional judeu” e que a solução para a questão dos refugiados palestinos tem de estar “fora de Israel”. Ele ainda pediu que os líderes árabes se encontrem com ele e que contribuam para o crescimento econômico dos palestinos.

“A paz econômica não é alternativa à paz diplomática, mas é um componente importante dela”, declarou o premiê, que disse que as negociações poderiam acontecer em “em qualquer lugar - em Damasco (na Síria), Beirute (no Líbano) e também em Jerusalém”.

Netanyahu reiterou que Israel não tem nenhum desejo de controlar o povo palestino e declarou que os dois Estados têm de ter condições de viver lado a lado em paz. “Queremos que tanto as crianças israelenses quanto as palestinas vivam sem guerra”, afirmou.