Funcionários da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Cteep) devem cruzar os braços hoje, durante toda a manhã, para protestar contra a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) apresentada pela empresa que, segundo os sindicalistas, não atende as expectativas dos trabalhadores. Na região de Bauru, trabalham cerca de 200 pessoas.
“Em todos os locais de trabalho da companhia, funcionários devem se mobilizar por quatro horas. É uma forma de manifestarmos que não concordamos com a política de emprego da empresa”, afirma Jesus Francisco Garcia, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Energéticos do Estado de São Paulo (Sinergia-CUT). Apesar da paralisação, os trabalhos básicos serão mantidos.
A empresa propõe um quadro mínimo de 1.150 trabalhadores (o mesmo número de pessoas que havia na empresa em 31 de maio de 2006, ano da privatização) e uma rotatividade de 5% com indenização por demissão de 50% da remuneração total, limitada a dez remunerações.
O Sinergia-CUT não aceita a proposta. De acordo com o sindicato, ela coloca no foco da demissão, além dos 5% do quadro mínimo proposto, cerca de 200 trabalhadores que entraram na empresa a partir de junho de 2006. No último dia 4, o Sinergia e demais sindicatos que fazem parte da mesa de negociações na campanha salarial com a Cteep, rejeitaram a proposta da empresa.