Na última sexta-feira, 12, os servidores municipais da Educação foram convocados para abrir suas contas na CEF (Caixa Econômica Federal), que recentemente comprou a folha de pagamento dos servidores por R$ 19 milhões. A Educação possui cerca de 1.200 servidores e, obviamente, a CEF nunca teria condições de, em uma única tarde, realizar o atendimento de tamanho número de pessoas. Resultado: os servidores tiveram que esperar por quase 3 horas na fila de atendimento. Isso sem contar na convocação num dia onde o prefeito havia dado “ponte” no feriado para os servidores, o que interrompeu o merecido descanso destes trabalhadores.
Este absurdo já foi divulgado aqui tanto por servidores que foram vítimas quanto por matéria deste jornal. Agora, o mais importante é que medidas sejam tomadas para que este erro não se repita com o restante dos servidores. Imaginem fazer isso com os cerca de 1.800 aposentados? A lição já foi aprendida da pior maneira possível. O problema era esperado e nada foi feito para impedi-lo. Precisamos exigir da prefeitura e da direção da CEF a elaboração de um calendário capaz de atender a todos com agilidade e sem sobrecarga nos bancários, que nada tem a ver com as decisões que vem de patamares acima dos seus. Não podemos esquecer que existe uma lei municipal que exige o atendimento bancário em até 15 minutos.
Portanto, prefeitura e direção da CEF, nós, servidores municipais, exigimos um tratamento adequado, com qualidade e agilidade! Esta é uma obrigação da Administração Municipal, responsável direta por este transtorno ao vender a folha de pagamento, garantida por Lei e pelo compromisso de zelo por seus funcionários!
Diretoria Executiva Colegiada - Sinserm/Conlutas