10 de julho de 2026
Esportes

Libertadores: Felipão leva apoio ao Verdão

Juliano Costa
| Tempo de leitura: 3 min

Luiz Felipe Scolari, o técnico que levou o Palmeiras ao título da Libertadores há exatamente dez anos - foi no dia 16 de junho de 1999 -, foi ontem à Academia de Futebol para visitar velhos amigos, receber uma homenagem e desejar boa sorte ao grupo palmeirense que viajou em seguida para o Uruguai - o jogo decisivo contra o Nacional, pelas quartas-de-final do torneio continental, é na noite de quarta, em Montevidéu.

Felipão foi homenageado pela diretoria com uma placa de prata e, em 45 minutos de entrevista coletiva, declarou por diversas vezes seu carinho ao Palmeiras - sempre que se referia ao clube, falava “a gente”, deixando claro que ainda se sente parte da família palmeirense.

O técnico disse que aposta em vitória por 2 a 0 sobre o Nacional e, em animada conversa com Vanderlei Luxemburgo, destacou a forma como seus jogadores mais jovens supriram com muita força de vontade a falta de experiência em 99. “O que eu posso dizer é que, quando não se tem experiência, tem de correr. É dar um chutão pra cima e sair correndo atrás, só porque tem pernas para isso”, disse Felipão.

Como se estivesse numa palestra motivacional para seus próprios jogadores, Felipão continuou dando o recado ao time palmeirense. “Tem de buscar a bola como quem busca um prato de comida. Tem de correr os 90 minutos porque se tem fôlego para correr uns 200”, avisou o treinador.

Por respeito a Luxemburgo, Felipão não chegou a se pronunciar para o grupo - falou apenas com o próprio treinador e com os jogadores Marcos e Edmílson, seus comandados no título mundial com a seleção brasileira em 2002. Os comentários sobre Libertadores foram feitos apenas na entrevista coletiva, a pedido dos jornalistas.

Esbanjando simpatia, Luxemburgo roçou o braço de Felipão, como quem diz “me passa um pouco dessa sorte para ser campeão sul-americano” - afinal, ele nunca ganhou a Libertadores. O clima entre os dois era o melhor possível no encontro. “Espero que daqui a 10 anos eu seja homenageado como mais um técnico a ser campeão da Libertadores, e que o Felipão esteja comemorando 20 anos da conquista dele”, disse Luxemburgo.

Sobre o contrato recém-firmado com o Bunyodkor, do Usbequistão, Felipão justificou que, por conta de uma cláusula na rescisão com o Chelsea, não poderia assumir nenhum clube inglês até o início do ano que vem. “E as outras propostas que surgiram representavam dificuldades que já superei antes. Então, a idéia de um projeto novo, num país com uma proposta de chegar a um Mundial em cinco anos, me pareceu interessante”, explicou.

Felipão também disse que voltará a trabalhar num clube brasileiro em 2011 e que pretende encerrar a carreira em 2014. Não quis se comprometer com ninguém, mas deixou clara sua predileção por Grêmio e Palmeiras. “Espero que os dois façam a final deste ano. Tenho um filho palmeirense e outro gremista. Quem sabe um dia eu volte a trabalhar aqui. Vejo que o Palmeiras evoluiu de forma espetacular nestes dez anos”, afirmou.