Avaí - O museu ferroviário de Avaí (39 quilômetros de Bauru) fundado em 2002, pode perder o seu idealizador. Vivaldo Pitta era diretor do museu, cargo em comissão, que por determinação do Ministério Público deve acabar. O ferroviário aposentado concorda com a decisão do MP e acredita que a melhor saída será um contrato de prestação de serviços.
O impasse foi criado em 2002, segundo ele, quando ele propôs montar o museu ferroviário para resgatar toda a história de Avaí. À época, o prefeito era Reinaldo Rocha que não aceitou fazer um contrato de prestação de serviços e criou o cargo de diretor do museu, em comissão.
Pitta não discorda da decisão do MP. “Eu não achei certo o cargo em comissão, não queria ficar subordinado à prefeitura. No fim aceitei, porque eu queria montar o museu na minha cidade natal.”
Desde então, o ferroviário aposentado passou a trabalhar. O salário atual de diretor é de R$ 700,00. “Eu fui fazendo tudo. Fiz até o jornal em 2005. Eu redigia, fotografava e direcionava a diagramação. O jornal funcionou até o ano passado. A prefeitura pagava um pouco e eu colocava parte do custo de meu bolso.”
No período que esteve à frente do museu, Pitta diz que aumentou o acervo. “O museu tem muita coisa sobre ferrovia. Em matéria de documentação, tem mais do que os outros museus.”
O museu ferroviário de Avaí está instalado em um imóvel alugado pela prefeitura, porém, o acervo é de seu idealizador. “Eu quero saber como vai ficar, porque se não fizerem um contrato de prestação de serviço eu sou obrigado a tirar minhas coisas de lá”, alega.
Para ele, o prefeito teria prometido resolver a questão. “Eles vão ter que fazer uma licitação pública. Eu sugeri por escrito a maneira como ela pode ser feita”. O prefeito de Avaí, Paulo Roberto Rodrigues, não foi encontrado ontem. Os telefones da prefeitura estavam com problemas e ele não atendeu ao celular.