09 de julho de 2026
Regional

Aos 42 anos, Centrinho faz alegria de pacientes com o projeto ‘Só Riso’

Juliana Franco
| Tempo de leitura: 3 min

Acompanhantes e pacientes de ambulatório e de internação do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (USP), o Centrinho, deixaram a rotina de lado para virar atores. Na manhã de ontem, com o apoio do projeto social “Só Riso”, formado por nove alunos do curso de relações públicas da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, eles encenaram a peça “Chapeuzinho Vermelho” para cerca de 30 pessoas.

Com o lema “Saudável é Sorrir. Saudável é ser Feliz”, o projeto arrancou muitas risadas dos pacientes, seus acompanhantes e funcionários do Serviço de Educação e Terapia Educacional do Centrinho. O nervosismo e a angustia da espera por atendimento ou por cirurgia deram lugar à alegria e à integração. Orgulhosa da filha Franciele Rodrigues, 15 anos, que incorporou a personagem principal da peça, a Chapeuzinho Vermelho, Antônia Rodrigues afirma que a atividade ajudou a relaxar.

Natural de Chapecó (SC), a mãe conta que a adolescente realiza tratamento no Centrinho há quatro anos. “Venho uma vez por ano para Bauru e a cada tratamento ficamos cerca de 15 dias na cidade. Atividades como essa ajudam o tempo a passar mais ligeiro”, afirma Antônia. “Além disso, é uma forma de integrar os pacientes”, acrescenta.

Essa também é a opinião de Solange Aparecida dos Reis, mãe da Solange dos Reis, de 19 anos, que há um ano e meio, mensalmente, se desloca de Mogi Guaçu (SP) para Bauru. “Fico preocupada com a espera, mas atividades como essa ajudam muito, principalmente os pacientes”, afirma.

Além do teatro, o projeto “Só Riso” também contou com o apoio de voluntários de um grupo de yoga que ensinaram técnicas aos pacientes e acompanhantes. A iniciativa faz parte de um projeto desenvolvido pelos universitários e que será realizado até sexta-feira. Na programação, teatro de fantoches, oficina de origami, contação de histórias e apresentações divertidas com a turma da “associação alegria” e palhaço mágico. O foco do trabalho do grupo está no Serviço de Educação e Terapia Ocupacional do Centrinho, que coordena atividades similares desde a década de 70.

Projeto

A idéia de realizar quatro dias de atividades com pacientes e acompanhantes de ambulatórios e de internação surgiu durante atividade da disciplina técnica do curso de relações públicas, em que os alunos do segundo ano devem realizar qualquer tipo de evento. “Escolhemos uma atividade de cunho social porque pensamos em ajudar essas pessoas. Além disso, a atividade será um aprendizado pessoal para cada um do grupo”, afirma Aline Gobbi, integrante do grupo.

Para Mariana Zaia, também membro do grupo, o objetivo é “plantar uma semente” e atrair novos voluntários. “Nós vamos divulgar, em toda cidade, o trabalho para que outras pessoas possam conhecer as atividades desenvolvidas pelo Centrinho e também ajudar”, revela.

Artur Faleiros conta que as atividades foram escolhidas visando o entretenimento dos pacientes, sem esquecer de manter a ordem no local. Toda a programação é realizada por voluntários. “Por isso, buscamos atividades pouco barulhentas”, finaliza.

O grupo também é formado por Paula Brunialti, Ana Laura Camarin, Abner Lugli, Tamires Maciel, Kely Benz e Luciana Nava. A “brincadeira séria” é patrocinada pela Jornal da Cidade, Rádio 96 FM, Brisot Consultoria, Academia Saúde e Companhia e Pizzaria Fiorella.

Atividades de arte terapia, semelhante à desenvolvida pelo projeto “Só Riso”, são realizadas pelo Centrinho desde a década de 70, segundo informações da assessoria de imprensa da instituição. A iniciativa dos universitários da Unesp veio a somar com todas as atividades realizadas durante este mês, em comemoração aos 42 anos de fundação do hospital, que serão completados no dia 24. Atualmente, 250 pessoas são atendidas por dia em todos os setores do hospital, 30 apenas no Serviço de Educação e Terapia Educacional.