Terminou ontem o 13.º Congresso Brasileiro de Mandioca, no auditório da Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu. Promovido pelo Centro de Raízes e Amidos Tropicais (Cerat/Unesp). O evento tem mais de 300 inscritos, entre profissionais, pesquisadores e estudantes.
Durante a solenidade de abertura, o professor Claudio Cabello, vice-diretor do Cerat e presidente do Congresso, ressaltou a intenção de facilitar o contato entre profissionais e pesquisadores da área para a troca de informações.
“Este evento é o fórum mais eficaz para a discussão sobre a cultura da mandioca em todos os seus aspectos. Queremos mostrar a maior quantidade de resultados e realizações no setor para que sirvam como estímulos e atrativos para a difusão da cultura da mandioca”.
O professor Cabello anunciou que os cerca de 200 trabalhos inscritos para o congresso foram publicados no volume 5 da revista eletrônica RAT (Raízes e Amidos Tropicais). A comissão organizadora também recuperou todas as publicações e trabalhos científicos apresentados em todas as edições anteriores do evento. Este valioso banco de dados está disponibilizado no site do Cerat (www.cerat. unesp.br) com livre acesso.
“Temos grandes desafios e a universidade não é apenas uma produtora de conhecimento, mas ela também dialoga e se insere nos problemas da sociedade. Essa troca de experiências é promissora”, complementou o prefeito de Botucatu, João Cury Neto.
No encerramento da solenidade, o professor Sílvio Bicudo, diretor do Cerat, apresentou números expressivos sobre a cultura da mandioca. Segundo ele, no mundo, a produção da raiz gira em torno de 300 milhões de toneladas anuais e gera aproximadamente US$ 15 bilhões. No Brasil, são cerca de 25 milhões de toneladas de raiz, movimentando algo em torno de R$ 3 bilhões anualmente.
“Isso sem contar a agregação de valor que ocorre após o processamento por várias áreas, como indústrias de alimento, farmacêutica, de cosméticos e outras”. Boa parte desses recursos circula nos pequenos municípios. “É dinheiro que viabiliza as pequenas propriedades agrícolas garantindo renda e segurança alimentar para a agricultura familiar.”