Vítor Hugo foi confirmado como gerente de futebol do Noroeste, como adiantou com exclusividade, ontem, o Jornal da Cidade. Ele assume o cargo em substituição a Joice Queiroz, demitido pelo presidente Damião Garcia. O novo homem-forte do futebol noroestino esteve ontem no Complexo Alfredo de Castilho e já se reuniu com o gerente financeiro, Manoel Ferreira Marques, para tomar conhecimento da realidade que o clube vive.
Vítor Hugo será apresentado oficialmente hoje, mas já iniciou o trabalho para a montagem do elenco que disputará a Copa Paulista, a partir do dia 12 de julho. Um dos objetivos do novo gerente de futebol noroestino é reaproximar o clube da cidade, dos torcedores, recuperando a identificação que o Norusca teria perdido nos últimos anos.
O Noroeste deve contratar de seis a sete atletas para reforçar o elenco que já treina no clube. Porém, para isso, será preciso uma reformulação nas despesas. Com R$ 100 mil mensais, do patrocínio da Kalunga, em caixa e precisando captar um valor entre R$ 50 mil e R$ 60 mil para completar o orçamento, o Norusca terá que “apertar o cinto” para se manter no semestre. Cortes de despesa s serão inevitáveis e haverá enxugamento no quadro de funcionários.
“O Vítor Hugo e o Marques vão fazer um balanço e ver o que podemos fazer. Tem gente sobrando lá”, observa o diretor financeiro Toninho Gimenez. O dirigente revela que os cortes seriam de funcionários e comissão técnica. A necessidade de redução nos gastos é confirmada por João Bidu, vice-presidente do clube. “Segundo o Seo Damião falou, haverá um enxugamento, sim”, admite. Apenas com os jogadores que estão atualmente no elenco os gastos girariam em torno de R$ 50 mil por mês.
As ações seriam em duas frentes: Vítor Hugo e Marques coordenariam um saneamento das finanças para diminuir os gastos mensais e Damião Garcia, Toninho Gimenez e João Bidu, ajudados por conselheiros, procurariam novos parceiros para completar o orçamento. “Por enquanto temos R$ 100 mil por mês de patrocínio. O ideal seria R$ 160 mil. Temos que tentar buscar isso”, comenta Gimenez. “Seo Damião falou para a gente que teremos de arrumar dinheiro, porque só o dinheiro da Kalunga não vai dar. Vamos correr atrás”, complementa Bidu.
Gimenez conta que os diretores e dirigentes bauruenses passarão a ter mais autonomia na gestão do clube, o que foi acordado na reunião de anteontem com Damião. O auxílio de Fernando Garcia, filho de Damião, na montagem da equipe está descartado no momento, de acordo com Gimenez. “Para esta temporada devemos contratar uns seis, sete e aproveitar o que temos”, conclui.