Brasília - A decisão do STF foi bem recebido pela Associação Nacional dos Jornais (ANJ). O diretor do Comitê de Relações Governamentais da entidade, Paulo Tonet Camargo, afirmou que o Supremo apenas oficializou o que já ocorria na prática.
Segundo Camargo, a ANJ não é contrária ao diploma nem à formação do jornalista, mas avalia que a obrigatoriedade do diploma fere a liberdade de expressão. “A decisão consagra no Direito o que já acontecia na prática. O número de profissionais era pequeno sem ser jornalista. A ANJ é a favor do curso de jornalismo, mas o que se discutia aqui era o diploma como pré-requisito”, afirmou.
Para o representante da ANJ, o diploma é importante, mas não fundamental para o exercício da profissão. “É importante que existam os cursos de jornalismo, mas avaliamos que o exercício do trabalho nas redações e nos meios de comunicação não deve ser exclusivo de jornalistas com diploma”, disse.