09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O cavalo, a carroça e o carroceiro


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Caro Carlos Eduardo Martins, em momento algum, no relato que fiz em “Trabalho Animal” minha idéia era acabar com o trabalho dos carroceiros. Sua maneira poética de pensar e de ver os fatos não tem nada a ver com as reais condições de maus tratos que os pobres cavalos estão sujeitos. Há de convir comigo que este tipo de veículo é a única maneira que essas pobres pessoas têm para ganhar seu sustento, mais para isso não precisa matar o pobre cavalo. Voltando à sua época poética de ruas de paralelepípedos e de poucos carros, lembre-se de que quando o transporte animal era mais usado, tínhamos em praças cochos com água para que os cavalos pudessem matar pelo menos a sua sede. Hoje, isso não existe. Vejo, às vezes, carroceiros trabalhando até altas horas da noite. Será que esses animais descansarão e terão algo pra comer? Falo em fiscalização para avaliar casos em que a integridade do animal precise ser preservada. Você sabia que os cavalos e cachorros usados pela nossa querida Polícia Militar, além de serem bem tratados, têm direito à aposentadoria? Que bom seria, Carlos, se sua poesia pudesse também cuidadar destes miseráveis animais!

João Luiz de Oliveira Borges