Durante visita de alguns vereadores ao aterro sanitário, na manhã de ontem, o presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Rubens Ribeiro Barros Filho, o Rubito, divulgou o andamento de estudos para a instalação de um novo aterro na cidade. Além disso, a idéia de instalar a quinta e a sexta camadas no local atual, transformando o aterro em uma pirâmide, foi descartada.
O aterro de Bauru recebe 220 toneladas de lixo domiciliar por dia e as três camadas iniciais estão esgotadas. A quarta camada foi instalada em 2008, mas não contava com licença prévia e foi “embargada” pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), no início deste ano.
Segundo Barros Filho, não há tempo previsto para o esgotamento da quarta camada, já que a área a ser ocupada por ela depende da aprovação da Cetesb. “Os estudos de estabilidade do solo do aterro sanitário estão em andamento e é feito para conseguirmos a liberação da licença ambiental. Quando finalizado, vamos entregar à Cetesb, que vai avaliar a área que podemos utilizar para a quarta camada. Só depois disso podemos falar da vida útil do nosso espaço. Dispensamos a idéia da quinta e sexta camadas”, afirma.
Apesar disso, a empresa terá de agilizar o processo do novo aterro. “Também disparamos mecanismos para licenciar uma nova área para o aterro. O terreno já pertence à prefeitura e está ligado ao atual aterro sanitário, o que deve facilitar a instalação, já que temos toda a estrutura. Mas também dependemos da aprovação da Cetesb”, acrescenta.
Em matéria publicada pelo JC, no dia 31 de maio, o prefeito Rodrigo Agostinho disse que, independentemente da área aprovada pela Cetesb para a instalação da quarta camada do aterro sanitário, o município terá fôlego de, pelo menos, mais dois anos para providenciar um novo aterro.
A visita de ontem contou com a presença de diversos vereadores. Segundo o presidente da Câmara Municipal, Pastor Luiz Carlos Rodrigues Barbosa (PTB), o objetivo da visita é buscar alternativas para o problema do aterro. “Buscamos soluções, mas ficamos sem ter muita opção, já que a Emdurb depende do final do estudo e da aprovação da Cetesb”, afirma.
O vereador José Roberto Segalla (DEM) informa que essa foi a primeira oportunidade dos parlamentares colocarem em prática a decisão de fiscalizar, nos locais, alguns problemas que entendem que são importantes para os munícipes. “Escolhemos o problema do lixo, que é preocupante e entendemos que o ideal seria virmos ao local para conhecer e obter todas as informações, para que a gente tivesse uma idéia da dimensão do problema.”
Na avaliação de Segalla, a fiscalização foi interessante. “Uma coisa é saber e outra coisa é verificar. E pessoalmente constatar. Estamos vendo que o problema é gigantesco. Ele merece uma atenção muito dedicada de todos nós - Poder Executivo e Poder Legislativo. Nós temos que fazer um movimento político para resolver definitivamente essa situação do lixo. E não é só no aspecto de armazenamento, mas nós temos que examinar outras hipóteses mais modernas, outras tecnologias mais acessíveis”, disse.
Segundo Segalla, a partir da visita de ontem, será necessário disparar, na própria Câmara, idéias e proposituras de projetos que possam pensar o problema do lixo de uma forma diferente da atual. “Temos uma maneira primária de cuidar do lixo. Não estamos resolvendo, estamos adiando a resolução do problema”, concluiu.
Após a fiscalização, na Câmara Municipal, os vereadores fizeram uma avaliação geral do trabalho. Não há cronograma definido, mas outras ações como esta deverão ocorrer.