08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O profeta e o senado


| Tempo de leitura: 1 min

Um conhecido profeta morador da região de Brasília sonhou que uma comissão do PT e os partidos da base aliada do governo, em reunião histórica, nomearam uma omissão superpartidária para acabar de vez com as patifarias existentes no Senado e resgatar a decência a ética na naquela importante Casa do Congresso.

Chegaram à conclusão de que tem senador demais e trabalho parlamentar de menos. Ficaram horrorizados quando fizeram o cálculo da divisão de 5 mil funcionários por 81 senadores, dando um resultado de 680 funcionários para cada senador, todos ganhando salário em torno de 10 mil reais. Constataram também que, se todos comparecessem ao trabalho, ao mesmo tempo, teriam que construir um anexo, do tamanho do estádio de futebol do Brasiliense.

A solução foi drástica e inteligente. De hoje em diante o número de senadores será reduzido na proporção da contribuição de cada Estado para o PIB nacional. Então ficou assim: São Paulo com 40 % do PIB - 5 senadores; Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná - 2 para cada um; Mato Grosso do Sul, Goiás e Bahia - 1 para cada.

Os Estados do Norte e Nordeste ficariam de fora por não terem alcançado o índice de produtividade estabelecido. O total ficou em 16 senadores e os funcionários, 12 para cada um, ficou num total de 192, todos concursados. Mas como tudo que é bom dura pouco, o profeta acordou e o sonho acabou. Os absurdos funcionais vão continuar. Até quando?

José Batista Pinheiro