09 de julho de 2026
Regional

Incubadora da Barra completa 5 anos com saldo de 170 empregos

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 4 min

Barra Bonita - David Robert Longano trabalhava com madeira até dois anos atrás, mas pretendia ser um empresário. A oportunidade de ter sua própria empresa surgiu no segmento calçadista, área que ele não tinha nenhuma experiência. Com a ajuda do Sebrae, Senai e da prefeitura de Barra Bonita ele realizou seu sonho. Instalou uma pequena empresa calçadista em sociedade com Sílvia Luzia Garbi.

Os sócios, que receberam todas as orientações, chegaram a exportar sapatos femininos para Angola e participaram de várias feiras do setor. “Recebemos apoio financeiro, assessoria em designer e até informações sobre o mercado.”

Assim como os sócios, outros micros e pequenos empresários utilizam as ferramentas disponibilizadas pelas incubadoras para dar fôlego ao seu negócio. Em cinco anos, 21 empresas passaram pela incubadora de Barra Bonita e 13 estão sendo assistidas pelo projeto. O faturamento nesse período ficou em torno de R$ 340 mil e gerou 170 vagas.

Atualmente, a incubadora conta com nove empresas residentes, mais uma em fase de adequação e três associadas, conforme explica o gerente, Maurício Iazbek. “Em 2007 demos início a nova modalidade de empresas na incubadora, as associadas que estão instaladas fora do barracão, mas que usufruem dos benefícios. Dentre eles de consultorias financeiras e de marketing, visita técnica a feiras e treinamento.”

Das empresas que passaram pelo projeto, apenas três desistiram, o restante estão instaladas na cidade, com exceção de uma empresa do setor alimentício que foi para a cidade de Itú.

A incubadora de Barra Bonita é eclética. “Temos representantes de diversos segmentos. Temos duas do setor alimentício, uma de faccionamento de farináceos e outra que está se adequando e vai trabalhar com chocolates finos. Temos duas na área de calçados e sapatos femininos utilizando sintético, duas na área química, uma na área de cosméticos e outra de aditivos industriais, duas no segmento de confecção, uma delas é de Cosplay, fabrica fantasias.”

Necessidades do mercado

Iazbek ressalta que a incubadora de empresas é um projeto que atende por inteiro todas as necessidades da micro e pequena empresa. “Para a pessoa iniciar o negócio com o apoio necessário de consultorias. Com o acompanhamento, o microempresário aprende a fazer o preço de custo e venda e a parte mercadológica, com a verificação das necessidades de mercado.”

As empresas podem ficar na incubadora pelo prazo de dois anos, podendo ser estendida para mais um. Se houver necessidade, os técnicos do Sebrae dão assessoria durante o processo de incubação e pós-incubação, também chamado de graduação. “Um exemplo disso é uma empresa do segmento químico, que hoje está instalada na incubadora e tem boas perspectivas de crescimento e de geração de empregos.”

A prefeitura estuda a concessão de um terreno para que até o início de 2010, a incubadora possa estar instalada em uma nova sede.

Para ele, a geração de emprego é uma conseqüência natural.

Marcos Roberto Perotto é um dos empresários que participaram do projeto e aprova a iniciativa. Hoje, ele tem uma empresa de empacotamento de alimentos. “Quando nós instalamos na incubadora, praticamente só empacotava alguns alimentos e não tinha experiência nesse ramo. A partir das consultorias, assessorias, visitas técnicas entre outros benefícios, conseguimos estabilizar a empresa e aumentamos o número de produtos empacotados, hoje chegamos a 96 itens e comercializamos os produtos não só em Barra Bonita, com em Igaraçu do Tietê, Dois Córregos, Torrinha, Santa Maria da Serra, Jaú e Mineiros do Tietê. A empresa que antes gerava apenas 2 empregos (o dele e o do sócio), hoje conta com 11 funcionários.

A empresária Beatriz Almeida Rodrigues dos Santos, atua na fabricação e manipulação de produtos químicos que são utilizados como coadjuvantes nos processos de fabricação de álcool, agrotóxicos e outros produtos.

Para a farmacêutica, a incubadora é importante principalmente pelas consultorias. “Os consultores fazem a gente enxergar quais as nossas necessidades para crescer e se solidificar. Eu tinha a prática do processo químico, mas não a visão administrativa, que é fundamental para um negócio dar certo.”

Há 2 anos na incubadora, a empresa deve se mudar para um prédio próprio, mais espaçoso. A Prefeitura deve fazer a concessão de um terreno no distrito industrial e até o mês de março do próximo ano já deve estar em funcionamento.