São Paulo - O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, voltou a afirmar ontem que o registro profissional de jornalista perdeu o sentido depois que a Suprema Corte acabou com a obrigatoriedade do diploma e que a decisão vai motivar a desregulamentação de outras profissões.
“O entendimento que existe hoje é de que a profissão (de jornalista) não exige uma formação específica. A regulamentação é excepcional. Essa é a primeira decisão de uma série de profissões. Não se trata de um juízo de desvalor”, disse Mendes durante almoço-debate em São Paulo.
Protestos
Cerca 200 estudantes de jornalismo protestaram em frente a um hotel no bairro Jardins, zona sul da capital paulista, contra a derrubada da obrigatoriedade do diploma. O alvo dos protestos dos alunos de universidades de Campinas, no interior, e da capital do Estado é o presidente da Corte, ministro Gilmar Mendes. Com narizes vermelhos de palhaço e gritando palavras de ordem como “Fora, Gilmar”. No Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul também ocorream manifestações.
O ministro, no entanto, considerou o protesto normal. “Não é contra mim, mas contra o Supremo, eu proferi apenas um voto. Mas é absolutamente compreensível.”