O despertador toca. É dada a largada para um novo dia. Produzimos, consumimos e infelizmente somos consumidos por uma rotina, que vilmente nos leva à competição exacerbada.
Vivemos desse modo com qual finalidade? Ter dinheiro o suficiente para construir um mausoléu áurico? O cabresto capitalista nos doma desde que engatinhamos. A mídia nos outorga a parva idéia da necessidade do “ter para ser feliz”. Uma prova disto é o mal-estar e o vazio que sentimos ao indagar sobre a finalidade de nossas ações. Durante a idade moderna, o Iluminismo que deveria libertar o homem de sua caverna conseguiu acorrentá-lo ao capitalismo e aumentar de forma aterradora a concentração de renda e disparidades socioeconômicas.
Devemos sim utilizar o racionalismo, a tecnologia e suas ferramentas, porém com o intuito de aperfeiçoar a sociedade em que vivemos. Tornar o mundo um lugar mais justo e igualitário, e não encontrar maneiras inéditas de mostrar o “homem lobo do próprio homem”.
A preocupação em acumular riquezas para só depois aproveitar a vida é tamanha que não damos o devido valor às singelas belezas do dia-a-dia. Com nossa viseira eqüina, tornamo-nos apáticos ao sofrimento alheio, o objeto direto de nossas preocupações é apenas o eu - lírico.
Para transgredir o quadro atual, devemos estimular o pensamento crítico da população, transmitir sabedoria ao invés de conhecimento apenas pelo conhecimento e acima de tudo, procurar pelo ideais a validar o trabalho de uma vida inteira. Podemos não conseguir mudar o mundo logo de imediato trabalhando individualmente, mas caso cada pessoa se esforçar para deixar o mundo um pouco melhor do que estava quando o encontrou, a verdadeira felicidade poderá ser encontrada.
Luiz Henrique Vitti Felão