10 de julho de 2026
Internacional

Bomba mata 72 pessoas em Bagdá dias antes de recuo dos Estados Unidos

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Bagdá - Um atentado a bomba deixou ontem ao menos 72 mortos em Cidade Sadr, bairro pobre de Bagdá, a menos de uma semana da retirada das tropas americanas das cidades e vilas do Iraque, primeiro passo rumo a saída definitiva das tropas americanas do país, em 2011.

A explosão no bairro xiita - reduto do clérigo antiamericano Moqtada al Sadr - atingiu um mercado de animais e deixou também cerca de 127 feridos, num dos piores ataques terroristas do ano até agora.

Há quatro dias, o Exército dos EUA havia devolvido formalmente o controle de Cidade Sadr para a polícia iraquiana, recomposta após o desmantelamento que se seguiu à invasão americana do Iraque, em 2003. Cidade Sadr foi palco de violentos confrontos entre milícias xiitas ligadas a Sadr e forças americanas e iraquianas, em meados de 2008. No último ano, a violência sectária vem dando os primeiros e frágeis sinais de trégua no Iraque. Mas frequentes atentados suicidas, muitos perpetrados por extremistas sunitas ligados à Al-Qaeda, colocam em dúvida a habilidade das forças iraquianas em controlar o país depois que os EUA passarem adiante a responsabilidade pela segurança, a partir da próxima terça-feira.

No início da semana, diversas explosões pelo país deixaram ao menos 27 mortos -3 deles em Sadr City. Outras 73 pessoas morreram no último sábado, após um atentado a bomba em Kirkuk, norte do país.

O controle da violência será uma prova de fogo para o premiê xiita Nuri al Maliki e para as forças de segurança iraquianas quando as tropas americanas começarem a deixar o país -conforme promessa do presidente Barack Obama. A retirada total foi acordada para até 31 de dezembro de 2011.

Hoje, o general Steve Lanza, porta-voz do Exército americano, confirmou que, mesmo ante a atual onda de atentados, suas tropas sairão do Iraque nas datas previstas.

Atualmente há cerca de 134 mil soldados americanos no Iraque, e Lanza disse que apenas “uma parte muito pequena’’ deles continuará no país a partir de terça-feira, para treinamento e consultoria das tropas iraquianas e para eventual apoio em combates.