09 de julho de 2026
Nacional

Avanço da Influenza A fecha quatro faculdades e até posto de saúde no País


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Londrina - Após o fechamento de várias escolas em razão da gripe A (H1N1), quatro faculdades do País e até um posto de saúde na região serrana do Rio de Janeiro decidiram ontem suspender as atividades devido à doença.

Com a confirmação de 53 novos casos hoje, chegou a 452 o total de registros da chamada gripe suína no País. Só nos últimos três dias, foram 212 novos casos, ou mais de 70 por dia.

Na USP, foram identificados três alunos com a doença na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA). A escola, que tem cerca de 3.700 alunos, suspendeu todas as aulas por sete dias e recomendou que fiquem em casa, por uma semana, os estudantes que tiveram contato com os três alunos infectados.

Também em São Paulo, a Faculdade Casper Líbero antecipou as férias dos 3 mil estudantes depois que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária identificou a doença em duas alunas. A Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a Univix, uma universidade particular de Vitória (ES), suspenderam as aulas após a constatação de infectados entre estudantes e funcionários.

A Prefeitura de Nova Friburgo (RJ) fechou seu maior posto de saúde anteontem, depois de ser confirmado que uma funcionária está com gripe suína e que outra está com suspeita da doença. A unidade atende 2 mil pessoas por semana.

O posto voltará a funcionar a partir de segunda. A funcionária doente, segundo a prefeitura, não tinha contato direto com os pacientes. Ela viajou recentemente para a Argentina.

“É um centro que atende especialmente pessoas com baixa resistência”, justificou o secretário municipal de Saúde, Ostwald Dantas dos Santos Filho. Segundo ele, uma portaria do Ministério da Saúde estabelece que, quando há risco de alastramento da doença em um hospital ou posto, é recomendável o fechamento da unidade. O ministério negou a informação.

Para o epidemiologista Roberto Medronho, da UFRJ, “é absolutamente não recomendado” fechar unidades de saúde que tenham profissionais com suspeita da gripe suína.

Segundo Esper Kallas, infectologista do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, o fato de aparecer alguém com a doença em escolas, faculdades ou empresas, não é, por si só, motivo para mandar todos para casa.

A Anvisa disse que não orientou nenhuma entidade a fechar para evitar aglomerações. Segundo o órgão, a orientação para evitar lugares com muitas pessoas e fechados vale para quem vai a países com transmissão sustentada da gripe.