10 de julho de 2026
Nacional

Médicos dizem que Dilma Rousseff está ‘curada’ de câncer linfático


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São Paulo - A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) realizou ontem a quarta e última sessão de quimioterapia do tratamento, contra um câncer linfático. Ela passará agora por aplicações de radioterapia. Mesmo sem ter encerrado o tratamento, os médicos disseram ontem que consideram Dilma curada.

“Nós achamos que ela está curada agora. (...) Nesse momento ela está completamente sem evidência de doença”, disse o oncologista Paulo Hoff.

A ministra deixou ontem o hospital Sírio Libanês pela porta da frente. Disse a jornalistas que “só podia comemorar”, por ter realizado a última quimioterapia: “É mais um percurso, um desafio que se supera”.

A expectativa inicial era que a ministra passasse por seis sessões de quimioterapia. Com a mudança, o tratamento foi encurtado em quase dois meses.

Segundo os médicos, as aplicações de radioterapia terão início daqui a quatro semanas. O plano inicial é que ela faça entre 20 e 25 sessões, que duram cerca de 20 minutos. Dilma irá se submeter a uma sessão por dia, durante cinco dias. Faz uma pausa de dois dias e recomeça o ciclo.

A freqüência das aplicações vai obrigar a ministra a permanecer em São Paulo por quase um mês. De acordo com Paulo Hoff, ela poderá trabalhar normalmente, já que não são previstos efeitos colaterais.

A oncohematologista Yana Novis afirmou ainda que cerca de um mês após o final da radioterapia, Dilma esteja completamente apta para retomar todas as atividades.

Questionados se não é muito cedo para declarar Dilma curada, Hoff afirmou que as chances de a doença voltar são muito pequenas. “Mas é natural que ela seja acompanhada por muitos anos como qualquer paciente que se submeteu a tratamento oncológico”, disse.

O médico afirmou ainda que a norma utilizada nos tratamentos de câncer de se esperar cinco anos para considerar o paciente totalmente curado não pode ser considerada regra no caso do linfoma. “Esse protocolo de cinco anos se aplica mais a tumores sólidos do que a tumores hematológicos”, disse.

Na radioterapia, uma máquina aplica uma radiação ionizante no local onde o tumor foi descoberto. A radioterapia esteriliza a área onde previamente havia o linfoma. “Nós achamos que isso já foi esterilizado com a quimioterapia, mas é uma segurança (realizar a radioterapia)”, afirmou Hoff.