A notícia da morte do cantor e compositor Michael Jackson aos 50 anos, ontem, foi recebida com lamentação e tristeza pelos fãs do Rei do Pop em Bauru. A noite de ontem foi reservada para relembrar os momentos importantes que foram embalados por canções do astro, seja em uma cerimônia de casamento ou em um dos shows realizados no Brasil.
O encantamento pelo artista que iniciou a carreira no grupo Jackson Five começou cedo para a jornalista Ianara Althero, 42 anos. “Eu nem falava direito e minha mãe dizia que já cantava, enrolado, músicas dele.” Em 1993, participou de um show da turnê “Dangerous”, na Capital paulista. Uma das principais surpresas foi, sem dúvida, a preparada pelo marido. “Quando entrei na igreja para me casar, começou a tocar uma música dele. Quase morri.”
Foi com a voz embargada que Jisele Renata Alves, 30 anos, conversou com a mãe, Nilza Alves, 48 anos, por telefone, sobre a morte do cantor. A bauruense, que está no Rio de Janeiro, teve a oportunidade de ver o ídolo de perto num show realizado no Morumbi, em São Paulo. “Quando vi Michael no palco, achei que estava vendo Deus”, disse.
O delegado ambiental Edson Calixto dos Santos Júnior, 43 anos, chegou a ficar conhecido em Bauru como cover do cantor, nos anos 80. “O pessoal me achava parecido. Gostava de dançar e comecei a aprender os passos. Participei de concursos de danças até no programa do Silvio Santos. Michael Jackson marcou muito a minha adolescência”, afirma.
Além da perda do mito, os fãs bauruenses destacam também a excelente qualidade da produção do artista, que iria retomar sua carreira e preparava sua volta aos palcos para uma série de 50 apresentações em Londres, com ingressos esgotados.
“Fiquei muito chateado com a notícia da morte dele. Ele revolucionou a forma de dançar, de cantar, tudo. Michael foi um divisor de águas”, finaliza Calixto.