• Pré-orçamento
A Câmara Municipal de Bauru terá hoje mais uma sessão com poucos projetos de lei de relevância em pauta. O de maior abrangência é o que dispõe sobre Diretrizes Orçamentárias da prefeitura e do próprio Legislativo para 2010. Trata-se da anualmente necessária LDO, uma espécie de pré-orçamento para o ano seguinte.
• O centralismo
Talvez o que gere debates é o fato de nesta semana o governo municipal completar seis meses. O prefeito Rodrigo Agostinho fará uma coletiva de imprensa amanhã para apresentar um balanço. Ontem, no JC, ele fez uma preliminar, onde se destacou o fato de assumir um detalhe importante em seu modo de governar: o centralismo.
• Sem delegação
Há leituras diversas sobre o centralismo que o próprio Rodrigo reconheceu como sua faceta mais marcante em termos de gestão das políticas públicas. Para alguns, o centralismo quando não é delegatório, ou seja, quando não há distribuição controlada de responsabilidades aos principais assessores, é danoso, por tornar o processo decisório extremamente vagaroso.
• Voluntarismo
Para outros, o centralismo praticado pelo prefeito mais se assemelha ao voluntarismo, ou seja, o querer fazer tudo pelas próprias ações, sem delegar decisões importantes. Neste caso, críticos afirmam ser impossível a um prefeito querer cuidar de tudo pessoalmente. Essa prática não deve ser confundido com o fato de Rodrigo conseguir estar em muitos lugares em um só dia.
• Decisões técnicas
Muitas das decisões de um governo são de origem técnica-jurídica e, por isso mesmo, de pouca assimilação e acompanhamento pela sociedade. Mas são exatamente questões de natureza estranha à maioria da população leiga que costumam gerar conse-quências, por vezes, negativas para o interesse público.
• O suco de melão
Apenas para lembrar algumas dessas questões, a escolha pelo inusitado suco de melão, nos últimos anos, para integrar um lote de licitação junto a outros produtos, é um exemplo desses em que o agente comprador faz toda a diferença para o futuro da compra. Tanto que o governo atual modificou.
• Questão jurídica
Por isso é que o prefeito tem de ter uma equipe especializada e com senso de interesse público. Há alguns dias, o Executivo enviou à Câmara projeto de lei cujo objetivo principal é o de trocar a expressão remuneração por gratificação, na regra de pagamento ao trabalho extra de conselheiros da Funprev.
• O problema é que...
A mudança seria inofensiva para o caixa da fundação, não fosse um detalhe. Aproveitaram a necessária regularização da nomenclatura dos pagamentos para incluir que o salário de quem ocupa a presidência da fundação passaria a ser bancado pelo próprio órgão e não pelo local de origem do servidor.
• 'Bolão' do Senado
Um “bolão” está circulando pelo Senado. Não se trata de saber quem será o campeão da Copa do Brasil, nesta semana, mas de apostar sobre o futuro dos ex-diretores da Casa Agaciel Maia e João Carlos Zoghbi. Servidores efetivos apostam até R$ 100,00 na sorte dos dois, acusados de desmandos. Cerca de 800 funcionários já aderiram ao “bolão”.