No ano em que completa quatro décadas de existência, a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) deve investir R$ 60 milhões na administração do biênio 2009/2010 nos 13 entrepostos espalhados pelo Estado. A unidade de Bauru, existente há 30 anos, vai receber boa porcentagem do investimento, segundo o diretor-presidente da companhia Rubens Costa Boffino, já que é a quinta maior do Estado. Segundo ele, a unidade encerrou o mês de maio com movimentação financeira de R$ 5,5 milhões.
Os investimentos serão direcionados a ações de responsabilidade social e ambiental e em modernização da empresa. Somente no primeiro quadrimestre deste ano, a Ceagesp de Bauru comercializou 20 mil toneladas de hortigranjeiros na cidade. A unidade armazenadora do município registrou uma estocagem média de 6.250 toneladas/mês de produtos agrícolas durante o mesmo período.
Atualmente, a Ceagesp administra uma rede de 34 unidades armazenadoras e 13 entrepostos atacadistas, que asseguram o abastecimento de mais de 60% da Grande São Paulo, além de grande parte do Estado.
“Os planos futuros para Bauru e para toda a Ceagesp visam o crescimento. A política de entrepostagem brasileira está crescendo, assim como o plantio e o consumo das classes D e E. Se há mais consumo e plantio, tem que haver uma rede inteligente de abastecimento e armazenagem”, explica Boffino.
“Para Bauru, estamos fazendo uma discussão de adequação de infra-estrutura, organização na questão tecnológica, modernização com a informática, comercialização eletrônica, além da climatização do entreposto e em iluminação econômica, visando a sustentabilidade”, acrescenta.
Um dos projetos implantados pela Ceagesp na cidade este ano é o Banco de Caixas. Existente nos entrepostos de Piracicaba e São José dos Campos, a iniciativa que também já caminha na cidade visa a substituição das caixas de madeira pelas de plástico, mais resistentes e com vida útil mais longa, baseada na Instrução Normativa n.º 9, que estabelece que as embalagens sejam descartáveis ou retornáveis; se retornáveis, devem ser higienizadas a cada uso.
“Essas caixas plásticas são mais caras, por isso é preciso incentivar e colaborar. Por meio do projeto, o comerciante adquire a nova caixa por um preço menor.”