Com menos de 15 dias de trabalho com o grupo, Kamimura admite que ainda está conhecendo os atletas no decorrer do desenvolvimento da preparação. “O tempo ainda é curto para conhecer a fundo os atletas, mas, aos poucos, com bastante conversa, diálogo, a gente vai conhecendo melhor as características físicas e fisiológicas destes atletas”, aponta.
Em uma primeira análise, o principal objetivo do preparador é buscar deixar o grupo no mesmo nível de preparação até a estréia, no dia 12 de julho, contra o Rio Preto, em Bauru. “A gente tem um problema, que é um grupo que não está homogêneo. Chegaram muitos jogadores, já havia atletas trabalhando e outros que vêm de uma inatividade muito grande. Essa é nossa maior preocupação, separar aqueles que não têm uma condição legal para poder dar esta condição para eles no dia 12”, observa.
Kamimura explica o trabalho que vem sendo desenvolvido para chegar à meta traçada. “Neste período, estamos trabalhando com cargas individualizadas. Cada atleta, dependendo do nível de condicionamento, tem um trabalho específico. Tanto que alguns ainda estão na parte de treinamento físico. A maioria já está em um período melhor, já com bola, mas tem um grande número de atletas que estamos separando”, revela.
O preparador corre contra o tempo para deixar o time em um nível aceitável para a estréia. “Já estamos acostumados com o nosso calendário, principalmente dos times do Interior, que não têm um calendário consistente. Então, o jogador entra em períodos de inatividade muito grande, entra em destreinamento muito rápido. Mas estamos acostumados”, comenta.
Kamimura acredita que o Noroeste deve estrear na Copinha tendo de 70 a 80% de sua capacidade física ideal.