11 de julho de 2026
Polícia

Júri popular condena dois irmãos por homicídio cometido em 2005

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 1 min

Os irmãos Márcio Rogério e Luís Thiago Alves Ribeiro foram condenados ontem, respectivamente, a oito anos e sete meses e a sete anos e três meses de prisão, pelo assassinato do autônomo André Luís Longato, morto em agosto de 2005, um ano após ter sido alvejado com três tiros, em crime ocorrido na Vila Dutra. Um terceiro réu, Alexandre Alves Ribeiro, irmão dos sentenciados, foi absolvido por falta de provas.

O veredicto foi dado mediante apreciação de júri popular. A defesa, formalizada pelo advogado Paulo Roberto Ramos, mesmo com a condenação, se disse satisfeita com a decisão. De acordo com o advogado, seus clientes foram condenados por homicídio simples, já que a qualificação inicial do crime, denunciado com agravante de impossibilidade de defesa da vítima, foi quebrada. “Conseguimos a quebra da qualificação”, considera. Márcio e Luís, confirma o advogado, estavam reclusos na Penitenciária de Pirajuí porque foram sentenciados, respectivamente, por roubo e tráfico.

André foi atingido por três disparos quando cuidava de um cavalo. A vítima foi alvejada no rosto, braço e costa. De acordo com a auxiliar de cozinha Carmem Lígia Longato, 29 anos, irmã da vítima, o projétil que atingiu a região lombar de Longato, com a perfuração de vários órgãos, teria sido a causa da morte. Na época do crime, ele tinha 23 anos. “Minha família ‘acabou’ com a morte de meu irmão”, lamenta a familiar, que também considerou justas as sentenças. “Não vai trazer meu irmão de volta, mas a justiça foi feita”, afirma a irmã de André, que era solteiro e deixou uma filha, hoje com dez anos.