Na Bíblia lemos que Deus criou o homem em sua imagem e semelhança (Gênesis 1, 26-27). Deus é Espírito, não tem corpo como nós, então é claro que nossa semelhança a Deus tem que ser em outro plano, não físico. Nós humanos somos muito semelhantes fisicamente aos outros primatas. A nossa maior diferença em relação aos outros animais é o dom do intelecto, só os seres humanos podem criar arte verdadeiramente transcendental, resultado da faísca divina que o Criador acrescentou à alma humana.
A criatividade humana alcançou o limite de seu potencial nas artes, principalmente quando através da arte o ser humano estende sua criatividade para louvar o Criador. Salomão construiu o grande templo ao Senhor e os cristãos vêm através dos séculos imitando o seu exemplo erguendo as magníficas catedrais, marcos que desafiaram a criatividade dos seus construtores na época de suas construções e servem de inspiração e comoção em nossos dias.
Bach o servo de Deus e o precursor do ecumenismo, assinava todas as suas composições com a abreviação GDS que significa Gloria Dei Solis (somente para a glória de Deus) compôs inúmeras obras imortais, entre elas, Jesus a alegria dos homens, o Magnificat dedicado a Maria Santíssima, e a Missa em Do menor na qual o Céu se abre a todos através de melodias celestiais. Em Isaías 6, 3 o profeta descreve a maravilha do átrio de Deus e Bach nos transporta à presença do Criador através da harmonia perfeita do Sanctus dessa Missa.
O Santuário do Sagrado Coração em Bauru, aos poucos está adquirindo as características de um grande templo cristão, vejo com esperança o dia em que este santuário acomodará o rei dos instrumentos musicais, um grande órgão de tubos, vitrais honrando Jesus, um forro com pinturas sobre os milagres do Sagrado Coração. Local onde o nome de Deus deverá ser honrado através de adoração, orações e composições imortais de Bach, Beethoven, Haydn, Haendel, Vivaldi, Palestrina, Pergolesi e muitos outros gênios que foram abençoados pelo próprio Deus para cumprirem a missão que Beethoven descreveu como de transformar a inspiração vinda de Deus em notas musicais e retorná-la ao Céu.
Benedito S. Guedes de Azevedo - professor