AGORA, TRÍPLICE COROA
Campeão paulista e da Copa do Brasil, agora o Corinthians lutará pelo título do Campeonato Brasileiro, para encerrar 2009 com chave de ouro. E já faz planos para 2010, ano do seu centenário, quando tentará a conquista da Libertadores e, depois, do Mundial de Clubes. Mas, por enquanto, o foco é a tríplice coroa. Precisando vencer por três gols de diferença e empurrado pela torcida colorada, o Internacional iniciou a decisão de quarta-feira, tentando pressionar o adversário, o que já era esperado. O Corinthians se defendeu com perfeição, explorou os contra-ataques e esbanjou tranqüilidade. Afinal, poderia até perder o jogo. Até uma derrota por dois gols de diferença poderia ser suficiente, desde que o Timão marcasse ao menos um gol. Marcou dois. Se a missão já estava difícil para o Inter, ficou pior ainda. O Alvinegro passou a ter domínio geral, e poderia ter ido para o intervalo ganhando de 3 a 0, não fosse aquela chance – a maior do primeiro tempo – perdida por Ronaldo. No segundo tempo, o time gaúcho melhorou, lembrando a velha máxima de perdido por dois, perdido por dez, e chegou ao empate. Mas já era tarde, porque se já é difícil marcar três gols em 90 minutos, em 15, nem se fala. É o terceiro título corintiano na Copa do Brasil. O primeiro em 95, ao vencer o Grêmio, e em 2002, frente ao Brasiliense. Além disso, foi vice-campeão em 2001 e 2008, após perder para o Grêmio e Sport, respectivamente. Agora o Timão tem mais uma chance de conquistar o inédito título da Libertadores.
ESPERTEZA
Autor de belo gol e do passe para a abertura do placar, André Santos foi a maior figura em campo, seguido de Jorge Henrique e Elias. O zagueiro William foi bem, mas não tão brilhante como Chicão. De outro lado, o capitão mostrou profissionalismo, ao não querer briga com o descontrolado D’Alessandro. Quando um jogador é expulso, tenta levar um adversário junto, mas William teve sangue frio e não foi na onda do hermano. Esperto, também, é Mano Menezes. Dentro e fora do campo. Foi o treinador quem indicou o local da hospedagem corintiana em Porto Alegre, só a cinco quadras do hotel do Inter. Se os torcedores fizessem carreatas com rojões, perturbariam também o sono dos colorados.
OS ARGENTINOS
Mesmo sem Verón, sua grande estrela, o Estudiantes passou pelo uruguaio Nacional e é finalista da Libertadores, 38 anos depois. E assim, teremos uma decisão Brasil x Argentina. O clube de La Plata decidiu o título pela última vez em 1971, quando perdeu para o próprio Nacional. Nos anos anteriores (1968, 69 e 70), o Estudiantes havia conquistado os três títulos que ostenta na competição continental.
MURICY NA PARADA
Geralmente, o técnico é o primeiro a pagar o pato nas derrotas, mas desta vez, Tite tem culpa no cartório. Na derrota para o Corinthians no jogo de ida, o ruinzão Leandrão substituiu Alecsandro, que vinha sendo o melhor do Inter. Taison é realmente um garoto bom de bola, mas por enquanto, não chega nem aos pés de Alecsandro, que saiu do banco para fazer os dois gols do Colorado quarta-feira. O treinador insiste no limitado Danilo Silva, que vem entregando o ouro há um bom tempo. As pisadas na bola de Tite podem custar sua demissão e a contratação de Muricy Ramalho, ídolo no Beira-Rio.
ASSINA, MURICY!
Apesar dos tropeços do Palmeiras no Paulistão e Libertadores, seus torcedores não perderam o bom humor, inovando para tentar convencer Muricy Ramalho a acertar com o clube. Um grupo de palmeirenses decidiu criar o site “Assina, Muricy!” (www.assinamuricy.com.br), na tentativa de mexer com o ex-técnico do São Paulo.
JOGAI POR NÓS
Quando terminou a final de domingo, contra os EUA, os meninos do Brasil fizeram uma roda no centro do campo e rezaram, causando polêmica. A Fifa não gostou, alegando que o futebol estaria sendo usado como palco de religião. A Dinamarca e outros países europeus pressionam a Fifa, temendo que a falta de uma punição aos brasileiros abra caminho para extremismos religiosos. E que o comportamento da nossa Seleção seja repetido por muçulmanos que estão em vários clubes do Velho Continente.
GOL, O MÁXIMO
Concordo com Vítor Hugo: é questão de honra ganhar até jogo de palito. Um time pode até se poupar, mas perder, nem em treino. Na pré-temporada em Águas de Lindóia, o Noroeste andou perdendo os testes de preparação, mas terça-feira, começou a intertemporada goleando o CAL Bariri por 8 a 2. Isso é bom sinal. Sou contra o time tirar o pé do acelerador quando está vencendo de 5 a 0, 6 a 0. Ganhar de 15 a 0 é difícil hoje em dia, mas se der, ótimo. E não tem essa de desmoralizar o adversário, porque o gol é a razão de ser no futebol. Quem pode mais chora menos.
MEMÓRIA
Campeonato Paulista de 1976: Noroeste 2 x 0 Corinthians, em Bauru, gols de Carlos Roberto. Árbitro: José Ubaldo Biagioni. Público pagante: 10.591. Noroeste: Luís Carlos; Hélzio, Didi (Moacir), Araújo e Mauricinho; Lorico, Nivaldo e Carlos Roberto Palito; Rodrigues, Picolé e João Carlos Faciolly (Baroninho). Técnico: Wilson Francisco Alves. Corinthians: Sérgio; Zé Maria, Moisés (Darci), Cláudio e Vladimir; Helinho, Basílio e Russo; Adílson (Amauri), Geraldão e Lance. Técnico: Nelson Filpo Nuñez.
AQUELE ABRAÇO
Aquele abraço Matheus e toda a galera do Buteco do Teté, na Quintino Bocaiúva, ex-Imprensa Bar.