As mudanças de comportamento da sociedade contemporânea exigiu uma transformação no conceito de cama, mesa e banho. O efeito casulo, aquele que a cada dia faz com que as pessoas passem mais tempo no interior da casa, com receio da violência urbana somados a falta de tempo e espaço nos imóveis que aumentam a quantidade de quartos e diminuem a área ocupada por eles, fez nascer uma coleção mais “enxuta”, comenta o estilista do setor Rafael Almeida, assessor de uma das maiores empresas de enxovais de Ibitinga.
Para ele, nos grande centros, as transformações já estão ocorrendo. No Interior, em menor escala. “As pessoas não têm mais tempo para chegar em casa e tirar a colcha. Dobrar e colocar no maleiro, como faziam nossas avós. Além do que, não há mais espaço para guardar tanto enxoval. A tendência é montar uma cama pronta para dormir, mais enxuta. Houve uma mudança na formatação.”
Para quem mantém uma televisão no quarto e não quer desmanchar a cama antes do momento de dormir, a manta de pé é uma alternativa viável. “Ao invés de desmanchar a cama, a pessoa puxa a manta e se cobre. Uma das recomendações que a gente faz é colocar a colcha de algodão, um cobertor de micro fibra e uma colcha de matelassê”. Os edredons caem fora da cama na hora de economizar espaço. Assim como a colcha que escondia tudo sob ela, já que a tendência é contextualizar o que está sendo colocado na cama.
Para agradar esse consumidor, que teoricamente ficará mais tempo dentro de casa, o desafio foi encontrar novas tecnologias e matéria-primas que, proporcionassem mais conforto e maciez, algo que pelo “toque na pele” remetesse à compra do produto, explica o estilista que traz a moda em seu DNA, sua família fundou a Casa Almeida e seu irmão é Ricardo Almeida.
Na busca, a fibra de bambu apareceu como a opção mais adequada. “O preço, quando iniciei a pesquisa era quatro vezes maior do que uma boa matéria-prima do setor. Um ano depois, chegamos a esse tecido maravilhoso que une tecnologia e uma trama exclusiva.”
As peças em fibra de bambu, segundo Almeida, são cinco vezes mais absorventes que o algodão. Além de ser ecologicamente correto, é um produto renovável. Também é bactericida, mata as bactérias naturalmente e não deixa proliferar o odor. A fibra do século XXI misturada com algodão passou a ser usada em lençóis e fronhas. “Uma fábrica de tecido está produzindo com exclusividade para nós. Isso vai criar vida própria vai se transformar em uma coleção de robes e pijamas”, comenta.