09 de julho de 2026
Nacional

EUA e Barack Obama dominam a apresentação de Schama na Flip


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O historiador, professor, pesquisador e jornalista inglês Simon Schama abriu o último dia das mesas de discussões da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), ontem, e dividiu a conversa com a também historiadora Lilia Moritz Schwarcz. Ao se dirigir ao público pela primeira vez, disse “como era maravilhoso estar no Brasil”. Schama falou sobre seu mais recente livro “O Futuro da América” (Cia. Das Letras) e transcorreu sobre quatro temas: guerra, religião, raça e tradição.

Em seu discurso, Barack Obama esteve presente o tempo todo, como exemplo de retórica e de um homem que entende exatamente como funciona o poder da palavra -e foi comparado a seu antecessor, George W. Bush, que usava como “exposição” de seus atos justamente o silêncio e a omissão. Schama mostrou ao público uma mistura de jornalismo com pesquisa acadêmica e análise histórica. Falou de muitos presidentes dos EUA, mas sempre que pôde citou Obama, defendendo-o de forma apaixonada -e chegou a classificá-lo como um “animal da palavra”.

“A verdade é maravilhosa e vai reger todo o resto se for dada à ela a possibilidade de fazer isso”, disse, lembrando que todo americano deveria recitar todos os dias o estatuto da tolerância.

Disse que a eleição de Obama, como o presidente negro dos EUA, é importante porque mostra que os americanos conseguiram ver através da cor da pele dele. “A eleição de Obama foi a grande redenção para a promessa da igualdade americana.”

Questionado pela mediadora sobre a forma como escreveu seu livro “O Futuro da América”, que vai do presente ao passado, como se assistido pelas personagens citadas na obra, ele disse não acreditar na existência da separação de tempos. “A divisão entre presente e passado é ilusória. O que acabamos de falar aqui já é história.”