09 de julho de 2026
Nacional

Bancos reduzem valor de aplicação mínima de fundos


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São Paulo - Nas últimas semanas, os três maiores bancos privados do País reduziram a aplicação mínima de vários fundos voltados ao pequeno investidor. Com a atitude, procuram manter a competitividade de seus produtos em relação à poupança. “Diminuir a aplicação mínima equivale a baixar a taxa de administração, uma vez que damos ao cliente a possibilidade de colocar seu dinheiro em fundos mais rentáveis”, explica o diretor executivo do Itaú-Unibanco, Osvaldo Nascimento.

A família de fundos Super DI, por exemplo, teve o valor mínimo de aplicação reduzido de R$ 10 mil para R$ 5 mil. No fundo Mega DI, o limite mínimo saiu de R$ 100 mil para R$ 70 mil em março. Em junho, houve nova baixa, dessa vez para R$ 50 mil. Em ambos os casos, as taxas de administração ficaram no mesmo nível de antes - 2,5% e 1,4% ao ano, respectivamente.

O Santander-Real diminuiu, na semana passada, a aplicação mínima de 18 fundos de varejo. “Com a queda da taxa básica de juros, alguns fundos de fato perderam competitividade (ante a poupança)”, reconhece seu estrategista de investimentos pessoais, Aquiles Mosca. Em um fundo DI com taxa de administração de 2,5% ao ano, por exemplo, o valor mínimo passou de R$ 10 mil para R$ 1 mil.

Há quase um mês, o Bradesco anunciou medidas semelhantes. Na época, o banco explicou, em comunicado, que o objetivo era dar aos investidores “acesso a fundos mais competitivos em termos de rentabilidade”.