08 de julho de 2026
Geral

Protocolo, uma arte capaz de evitar guerras

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 1 min

Se, no dia-a-dia das pessoas comuns, a falta de etiqueta pode ocasionar sérios problemas, o que dizer então das relações entre países? Quando chefes de Estado entram em cena, todo cuidado é pouco. Nada pode fugir ao protocolo - a padronização de certos procedimentos necessários para a execução de determinada tarefa. Do contrário, as relações diplomáticas entre os países podem ficar abaladas.

“O cerimonial público segue regras específicas previstas em lei, que determinam como as autoridades ficarão dispostas em uma mesa e a ordem das pessoas que irão discursar”, explica a coordenadora do curso de publicidade e propaganda das Faculdades Integradas de Bauru (FIB), Angélica Santini.

Quando uma mesa para autoridades vai ser preparada, os responsáveis pelo cerimonial precisam ficar atentos ao número de assentos disponíveis. “Se for uma quantidade ímpar, o anfitrião ou o convidado principal deve ocupar o centro; o segundo em importância deve ficar à direita, o terceiro à esquerda, e assim por diante”, diz ela.

No caso de um número par de assentos, é traçada uma linha imaginária que divide a mesa ao meio. O convidado principal é colocado à direita dessa linha, o segundo em importância é posto à esquerda, e assim sucessivamente. Lógica semelhante costuma ser empregada para se definir as ordens de hasteamento das bandeiras nacionais em um evento oficial. Na hora de discursar, autoridades principais são as últimas a falar.

O protocolo entra em cena até quando uma autoridade vai desta para melhor. De acordo com as leis atualmente em vigor no País, o cortejo fúnebre do presidente da República tem uma ordem a ser seguida.