Prezado leitor, o que é que a gente pode fazer com esse amontoado de panfletos que chegam às nossas casas? Já repararam que em datas comemorativas e feriados, eles aumentam? Será que é possível comunicar às grandes redes, lojas ou aos grandes supermercados que alguns de nós não queremos seus panfletos, ou os “livrinhos” de ofertas? Parto da premissa de que não é agradável receber o que não foi solicitado. Veja, não é “revolta”, a causa é nobre. Imagino que grande parte dos panfletos não chega às mãos dos munícipes, foi o que constatei observando o assunto (e os papéis jogados) durante um tempo, no bairro onde moro. Na sexta, 10/7, contei 17 panfletos descartados em apenas uma quadra, alguns já bem velhos, outros, de empresas diferentes, amontoados. Alguns deles estavam pertinho do bueiro do esgoto.
A intenção é tentar encontrar um meio termo, pois, de um lado, os panfletos ajudam o consumidor a adquirir produtos mais baratos, mas, esses papéis (que um dia foram árvores) não devem se transformar em sujeira urbana. As ruas e os canteiros da cidade já são sujos em demasia, com todo o respeito a quem trabalha no setor. Não é culpa desses trabalhadores, mas da população que, no geral, não possui bons hábitos por onde caminha.
Seguindo o raciocínio, talvez o mais correto por parte de quem contrata esses serviços de distribuição ou de quem o executa e espalha várias mil unidades pela cidade, seria fazer uma espécie de supervisão das ruas, ou mesmo respeitar quem não deseja receber os panfletos, porque, do jeito como está, o processo possivelmente mais polui do que “informa”. É muito simples, empregatício até, entregar panfletos nas casas, sem qualquer responsabilidade para com o destino final.
Gabriel Ruiz