08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

A nefasta suplência


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No Poder Legislativo, aos três níveis de governo no Brasil, a suplência é uma espécie de “acordo de cavalheiros“ muito comum nas sociedades mafiosas. Políticos mal sucedidos nas eleições utilizam o seu prestígio junto aos partidos para ocuparem cargos legislativos, com irrisória soma de votos nos sufrágios. Os líderes dos diversos partidos organizam a partilha dos cargos muito antes das eleições. Os governantes eleitos já ficam alertados de antemão que têm de nomear para cargos executivos em seus governos determinados donos de mandatos eletivos para abrirem vagas para os suplentes assumirem esses cargos, muitas vezes, até os terceiros colocados na apuração. Essa prática imoral vem num crescendo partindo das casas federais do Senado e da Câmara até encontrar o manancial das municipalidades onde o enxame de vereadores se constitui numa verdadeira endemia. de apadrinhamentos e sinecuras! A sangria do erário vira uma enorme hemorragia no bolso do contribuinte. Sabemos que o número de cargos eletivos no Brasil já tem uma dimensão descomunal, tanto que, quando um mandatário se afasta do cargo por motivo pessoal sua ausência nem é notada para a continuidade dos trabalhos da casa. Então, qual a razão de tanta suplência que abiscoita os privilégios funcionais e remuneratórios do titular?

José Batista Pinheiro